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Lisboa cai 2 lugares no ranking do custo de vida, mas está à frente de Toronto e Estocolmo

O ranking de custo de vida da consultora Mercer relativo a 2019 mostra que Lisboa caiu duas posições, após a subida de 44 lugares no ano passado. Ainda assim, a capital portuguesa é mais cara que Toronto e Estocolmo.

Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 26 de Junho de 2019 às 00:01
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A capital portuguesa é a 95.ª cidade mais cara do mundo em 2019, o que representa uma descida de dois lugares face à posição do ano passado, segundo o ranking de custo de vida da consultora Mercer divulgado esta quarta-feira, 26 de junho. Em 2018, Lisboa tinha subido 44 lugares com destaque para os preços da habitação e dos combustíveis.

Apesar da ligeira queda, o custo de vida da capital portuguesa está à frente de outras capitais internacionais como é o caso de Estocolmo (127.º), que caiu quase 40 posições, e Toronto (115.º). Os dados disponibilizados pela Mercer não permitem perceber o que determinou esta queda, mas é possível concluir que a desvalorização do euro face ao dólar levou à queda das cidades da Zona Euro.

"Lisboa desceu duas posições no ranking, passando da 93.ª posição em 2018, para o 95.º lugar em 2019. Após uma subida expressiva de 44 posições o ano passado, a capital portuguesa encontra-se agora estável no ranking do custo de vida da Mercer", assinala a consultora em comunicado. 

Como já é habitual neste tipo de estudos, a capital portuguesa destaca-se principalmente pelo preço da gasolina que é dos mais elevados. "Por outro lado, e comparativamente com a cidade mais cara do ranking, o preço de arrendamento de um apartamento T3 nas zonas nobres de Lisboa ronda os 3.150 euros e em Hong Kong os 12.910 euros", refere a consultora.

As mudanças de posições das cidades podem ser atribuídas aos preços, mas também à evolução de outras cidades uma vez que a posição é relativa. Além disso, como a lista é organizada em dólares a posição das cidades dependerá também da taxa de câmbio da moeda nacional face à divisa norte-americana.

A liderança volta a ser de Hong Kong, seguida por Tóquio e Singapura - oito das 10 cidades mais caras são asiáticas. Zurique, na Suíça, é a cidade europeias mais cara, sendo que só no 20.º lugar é que aparece uma cidade europeia de outro país: Copenhaga, na Dinamarca. Já Luanda, que chegou a liderar a lista em 2017, desceu 20 posições para a 26.ª posição.  

Este estudo da consultora Mercer foi realizado em março deste ano e considera as taxas de câmbios assim como o preço dos bens e serviços em cada país em vigor nesse período. A cidade usada como referência para o estudo foi Nova Iorque, que ocupa o nono lugar. O estudo inclui 209 cidades espalhadas pelos cinco continentes e mais de 200 itens em cada local, entre estes alojamento, transportes, comida, roupa, bens domésticos e entretenimento.

Lisboa volta a destacar-se nos combustíveis
O estudo dá alguns exemplos sobre os preços desses bens nas cidades consideradas. A capital portuguesa continua a ser uma das mais caras do mundo para encher o depósito. Um litro de gasolina sem chumbo 95 custa 1,68 euros em Lisboa. Na lista apresentada pela Mercer apenas Hong Kong apresenta um valor mais elevado: 1,81 euros. 

Mas há mais exemplos sobre o custo de vida em Lisboa. Uma cerveja Heineken de 0,33 litros custa 1,06 euros, abaixo da maior parte das cidades com que a Mercer compara. Um quilo de pão custa 3,69 euros, um litro de leite 79 cêntimos, um bilhete para o cinema sete euros, uma chávenas de café 2,5 euros e um menu Big Mac 4,8 euros. 

O arrendamento de um apartamento - um tema polémico em Lisboa dado a subida significativa dos preços nos últimos anos - continua abaixo dos preços praticados nas cidades mais caras. Em Lisboa, segundo a Merder, o arrendamento mensal de um T2 num "bairro apropriado" custa 2.450 euros e um T3 3.150 euros. Em cidades como Pequim, Londres ou Hong Kong a renda pode ir dos 3.000 aos mais de 10.000 euros.
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