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Maus dados económicos levam a especulação de estímulos e impulsionam bolsas da Ásia

A especulação de que os bancos centrais da região da Ásia, nomeadamente o chinês, possam actuar para impulsionar as economias está a ganhar força. Uma ideia que traz optimismo para os mercados.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 03 de Setembro de 2012 às 07:46
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As bolsas asiáticas começaram a semana em queda mas já inverteram a tendência. A divulgação de dados económicos referentes a várias economias da região, que ficaram abaixo do esperado, acabaram por intensificar a especulação de que haverá espaço para medidas de estímulo na Ásia. O que dinamizou as bolsas.

O índice MSCI Ásia Pacífico segue a ganhar 0,5% para 118,32 pontos, recuperando das duas quedas que marcou no final da semana passada. O índice da região teve em Agosto o primeiro mês de descida desde Maio sendo que na última semana só subiu numa sessão. O abrandamento do crescimento da China, com a crise da dívida como pano de fundo, acabou por prejudicar o desempenho das praças da região no último mês.

Esta semana as bolsas negoceiam em alta com a expectativa de que os bancos centrais sejam obrigados a intervir. Foram divulgados, segundo a Bloomberg, dados económicos da China, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Na maioria, os dados ficaram aquém do previsto.

O indicador que mede poder de compra dos gestores na China desceu de 50,1, em Julho, para 49,2 no mês passado, de acordo com a agência de informação. É a primeira vez em nove meses que o indicador fica abaixo da “barreira” dos 50, o que assinala uma contracção. Ao mesmo tempo, a produção industrial na China contraiu em Agosto ao ritmo mais elevado desde Março de 2009.

Contudo, os dados não trouxeram pessimismo para os mercados; trouxeram sim a expectativa de que o governo chinês actue com medidas de estímulo para impulsionar a economia. Uma expectativa que tem sido já falada devido ao abrandamento do crescimento económico. Esta ideia segue-se às palavras de Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal norte-americana, que, na sexta-feira, não descartou novas medidas de estímulo para ajudar a economia dos Estados Unidos.

O índice de Xangai sobe 0,8%, enquanto o da Coreia do Sul valoriza-se 0,6% e o da Nova Zelândia soma 0,1%.. Já o japonês Nikkei perdeu 0,63% para 8.783,89 pontos, ao passo que o par Topix deslizou 0,41% para 728,63 pontos.

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