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Merkel: "Não podemos deixar que a crise de refugiados deixe a Grécia no caos"

A crise de refugiados pode deixar a Grécia "num caos", disse Angela Merkel. A chanceler alemã defendeu ainda a abertura de fronteiras na Europa e rejeitou a imposição de um limite de refugiados a entrar na Alemanha.

Reuters
André Vinagre andrevinagre@negocios.pt 29 de Fevereiro de 2016 às 10:49
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"Acreditam mesmo que a Europa que o ano passado lutou para manter a Grécia na Zona Euro pode, um ano depois, permitir que a Grécia mergulhe no caos?", disse Angela Merkel no passado domingo, 28 de Fevereiro, à estação televisiva alemã ARD.

 

A chanceler alemã referiu que os países europeus não podem permitir que a crise de refugiados mergulhe a Grécia no caos, fechando as suas fronteiras. Angela Merkel disse ainda que o continente europeu deve encontrar "uma maneira colectiva" para resolver o problema.

 

Com mais de 70 mil refugiados em vias de ficarem retidos na fronteira norte da Grécia, Angela Merkel alertou para a possibilidade de o Governo de Atenas ficar paralisado devido à chegada de refugiados provenientes de zonas de guerra, como o Médio Oriente ou África.

 

Merkel também defendeu que não deve haver restrições na entrada de migrantes na Europa. A chanceler rejeita qualquer limite no número de refugiados a entrar na Alemanha, apesar das divisões dentro do seu Governo.

 

"Às vezes também desespero. Algumas coisas acontecem demasiado devagar. Há tantos conflitos de interesses na Europa", disse Merkel. "Mas é meu dever fazer tudo o que for possível para que a Europa encontre uma solução colectiva", afirmou.

 

O jornal britânico The Guardian escreve que a popularidade da chanceler alemã tem vindo a cair devido às suas intenções de manter as fronteiras da Alemanha abertas e sem limites ou restrições, mas Angela Merkel responde que a prioridade para a Alemanha é "manter a Europa unida e mostrar humanidade". A chanceler disse mesmo que este é o maior desafio nesta década à frente da Alemanha.

 

De acordo com a Reuters, a Alemanha recebeu 1,1 milhões de pedidos de asilo durante o ano passado, o que motivou exigências de todo o espectro político para que o país alterasse a sua política no que toca a esta crise de refugiados.

 

Os refugiados do Médio Oriente e África continuam a chegar à Europa. Segundo dados da Bloomberg, cerca de 110 mil pessoas já atravessaram o Mar Mediterrâneo até chegarem à Grécia, Itália e Espanha desde o início do ano. Em 2015, a viagem foi feita por cerca de um milhão de migrantes.

 

O número de migrantes a atravessar o Mediterrâneo atingiu o seu pico em Outubro, quando cerca de 220 mil pessoas fizeram a viagem. Só em Fevereiro deste ano mais de 44 mil refugiados atravessaram o Mediterrâneo para chegar à Europa, um número muito superior ao registado no mesmo mês de 2015, quando sete mil migrantes chegaram à Europa.

 

Os líderes europeus vão reunir-se a 7 de Março com a Turquia para procurar soluções para esta crise.

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