Mundo Michael Bloomberg vai gastar 100 milhões em anúncios online anti-Trump

Michael Bloomberg vai gastar 100 milhões em anúncios online anti-Trump

O bilionário norte-americano ainda não decidiu se vai concorrer às eleições norte-americanas, mas vai avançar com uma campanha online anti-Trump de 100 milhões de dólares.
Michael Bloomberg vai gastar 100 milhões em anúncios online anti-Trump
reuters, bloomberg
Tiago Varzim 15 de novembro de 2019 às 12:54
100 milhões de dólares (cerca de 90,7 milhões de euros no câmbio atual). É este o valor que Michael Bloomberg, dono do grupo de informação financeira homónimo, vai gastar em anúncios online anti-Trump para combater o atual presidente norte-americano.

A notícia é avançada esta sexta-feira, 15 de novembro, pelo The New York Times e foi partilhada pelo próprio bilionário no Twitter. Michael Bloomberg está a ponderar neste momento se irá candidatar-se a presidente dos EUA através das primárias do Partido Democrata, após ter sido durante 11 anos "mayor" (semelhante a presidente da câmara) de Nova Iorque.
Apesar de não ter anunciado se vai candidatar-se, Bloomberg terá desde já a maior despesa até ao momento com as presidenciais de 2020 se concretizar o investimento de 100 milhões de dólares numa campanha online contra o atual presidente, Donald Trump. "Este é um momento de empenho total", escreveu Bloomberg no Twitter, assumindo que vai "atacar Trump diretamente". 

E o ataque vai ter um alvo preferencial: os eleitores dos Estados norte-americanos que são vistos como decisivos para o resultado das eleições presidenciais face à composição do colégio eleitoral. Recorde-se que nas eleições de 2016 a candidata democrata Hillary Clinton teve mais votos do que o republicano, mas ficou em desvantagem em termos de mandatos do colégio eleitoral.

Os anúncios com conteúdo anti-Trump ficarão online esta sexta-feira em quatro Estados - Arizona, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin - e continuarão a ser visíveis até ao fim das primárias, mesmo se Bloomberg acabar por decidir não se juntar à corrida. A lista de Estados poderá aumentar ao longo do tempo, consoante as sondagens. Uma campanha semelhante será feita por uma nova organização progressiva, a Acronym, que irá gastar 75 milhões de dólares em anúncios online.

Segundo o seu conselheiro Howard Wolfson, em declarações ao NYTimes, o possível candidato não irá aparecer nesses anúncios. "Teremos outros anúncios que irão ter o Mike Bloomberg", disse, referindo que este aparecerá "muito" no futuro. "Somos muito claros: o argumento que fazemos para o Mike é que ele é o melhor candidato para combater Trump e uma das razões para ele ser o melhor candidato é que pode combatê-lo imediatamente e de forma robusta", considera Wolfson.

De acordo com o jornal norte-americano, essa despesa financeira não tem precedentes e é uma demonstração de força do lado democrata. No final do ano passado, Michael Bloomberg já tinha gasto cerca de 100 milhões de dólares em várias campanhas do Partido Democrata para reconquistar o controlo do congresso norte-americano. Os democratas acabaram por ganhar 21 dos 24 eleições em que o bilionário investiu.

Até ao momento, Donald Trump já gastou mais de 27 milhões de dólares em anúncios no Facebook e no Google, mais do que o conjunto dos quatro principais candidatos democratas - Joe Biden, Elizabeth Warren, Bernie Sanders e Pete Buttigieg. No início de outubro, a campanha do republicano tinha 158 milhões de dólares em 'cash' para gastar.



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