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Ministro Rui Machete anuncia visita "ao mais alto nível" à China e Japão

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, elegeu a Ásia como "região prioritária" para a diplomacia económica este ano e anunciou uma visita de Estado "ao mais alto nível" à China e ao Japão.

Lusa 08 de Janeiro de 2014 às 14:04
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A Ásia "será uma região prioritária em termos de diplomacia económica em 2014, com visitas previstas ao mais alto nível da representação do Estado, nomeadamente à China e ao Japão", disse o governante, numa declaração a representantes externos da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), na sua primeira visita a esta entidade.

 

Ainda a propósito do continente asiático, Rui Machete salientou que o facto de a cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se realizar este ano em Díli, Timor-Leste, "será uma oportunidade para projectar a lusofonia na Ásia Pacífico".

 

"Será por isso, mais do que nunca, fundamental encarar com ambição os mercados asiáticos, aproveitando todas as oportunidades para a afirmação das nossas empresas neste contexto", salientou, perante representantes externos da AICEP, que hoje se reuniram em Lisboa para debater a Angariação de Investimento Estrangeiro.

 

A Ásia é um dos mercados de exportação que tem registado "taxas de crescimento assinaláveis", bem como o Magrebe e alguns países da América Latina e do Médio Oriente, ao mesmo tempo que Portugal depende menos do mercado interno comunitário -- que representa 70% do destino das exportações nacionais.

 

O ministro destacou que o Estado deve "actuar como facilitador e contribuir para a criação de um ambiente de negócios favorável" e, por isso, as deslocações oficiais podem associar as vertentes institucional e empresarial, "potenciando os resultados e o impacto de ambas".

 

Machete exemplificou que têm aumentado as visitas oficiais acompanhadas de delegações empresariais e incluindo eventos de natureza empresarial, bem como as cimeiras e comissões mistas bilaterais, antecipando que o calendário para 2014 é "bastante preenchido".

 

"É também minha intenção que algumas das deslocações que tenho previsto realizar este ano venham a ser acompanhadas por delegações empresariais, contando para o efeito, como é natural, com a colaboração da AICEP", disse.

 

Na sua intervenção, Rui Machete destacou que "a rede externa da AICEP está hoje plenamente integrada na rede diplomática" e que "terá de ter a capacidade de adaptação às mudanças que se vão verificando no cenário internacional".

 

"Portugal empreendeu nos últimos anos um esforço de ajustamento que esperamos culmine no próximo ano com o início de um novo ciclo de consolidação e de crescimento económico", referiu o ministro.

 

Machete desafiou os funcionários da AICEP a apresentarem, "em benefício de uma colaboração que se pretende manter estreita, propostas de iniciativas conjuntas e de interesse mútuo que concorram para a prossecução dos objectivos, designadamente em matéria de comércio internacional e de captação de investimento".

 

O presidente da AICEP Portugal Global, Pedro Reis, destacou que a agência, com 500 trabalhadores, dos quais 150 no estrangeiro, "trabalha em permanência com cerca de 10 mil exportadoras portuguesas", num processo crescente que permite "acompanhar melhor a agenda da internacionalização das empresas e a captação de investimento".

 

Uma agenda que, disse, é "angular" para que se consiga "dar a volta" à situação do país, "recuperar o crescimento" e "resgatar o futuro", sustentou.

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