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Moody’s ameaça Brasil com corte de "rating" devido a reduzido crescimento

Apesar de manter o "rating" dois níveis acima de "lixo", a Moody's alerta que poderá vir a reduzir essa classificação. A expectativa de um crescimento inferior a 1% este ano e abaixo de 2% em 2015 é o motivo.

4 – Dilma Rousseff, Presidente do Brasil
Reuters
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 09 de Setembro de 2014 às 16:53
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O "sustentado reduzido crescimento" é a principal razão para que a agência de notação financeira Moody’s tenha ameaçado o Brasil com um corte na classificação de risco da sua dívida.

 

O "rating" permanece em "Baa2", dois níveis antes de ser considerado um investimento especulativo. Contudo, em vez de "estável", a perspectiva é agora "negativa", o que indica que uma futura revisão da notação será em baixa.


"A acção reflecte o crescente risco de que o sustentado reduzido crescimento e a deterioração das métricas de dívida apontem para uma redução na capacidade creditícia do Brasil", indica a Moody’s numa nota publicada esta terça-feira, 9 de Setembro.


A Moody’s prevê que o produto interno bruto brasileiro venha a crescer menos de 1% em 2014 – "que será a menor taxa anual desde 2009". Em 2015, a marca de 2% também não deverá ser ultrapassada.

 

O sentimento dos investidores tem penalizado a economia brasileira, diz a entidade norte-americana. Além disso, ainda há desafios orçamentais para esta economia que terá eleições presidenciais em Outubro para a sucessão a Dilma Rousseff. 

 

Apesar destes obstáculos, a Moody’s optou por manter o "rating" em Baa2, seja devido à almofada de reservas internacionais para eventuais choques financeiros de que dispõe seja pelos benefícios advindos da diversificação da sua economia.

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