Mundo Morgan Stanley corta projeção para crescimento da economia global

Morgan Stanley corta projeção para crescimento da economia global

Apesar da trégua acordada entre Trump e Xi que permite aos EUA e à China retomar negociações com vista a um acordo comercial, o banco norte-americano baixou as estimativas para o crescimento do conjunto da economia mundial tanto em 2019 como em 2020.
Morgan Stanley corta projeção para crescimento da economia global
Reuters
Negócios com Bloomberg 01 de julho de 2019 às 08:20

A economia global vai crescer menos do que era até aqui esperado e nem a trégua alcançada entre os Estados Unidos e a China será suficiente para inverter esta perspetiva.

É esta a conclusão da mais recente análise à evolução da economia mundial feita pelo banco norte-americano Morgan Stanley. Esta instituição cortou em duas décimas as projeções relativas à expansão do PIB mundial tanto para este ano como para 2020, que se fixam agora respetivamente em 3% e 3,2%.

Este corte nas estimativas do Morgan Stanley surge apesar de no sábado os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, terem decidido retomar as negociações para a obtenção de um acordo que permita equilibrar a relação comercial entre as duas maiores economias mundiais.

A equipa de análise liderada por Chetan Ahya sustenta que a trégua não é suficiente para retirar o grau de incerteza que persiste em torno das conversações entre Washington e Pequim.

Recorde-se que as negociações iniciadas há cerca de um ano conheceram já vários altos e baixos, com garantias de proximidade de um acordo a alternarem com ameaças de reforço de tarifas.

Para este banco, o essencial dos dossiers que continuam a travar um acordo final persistem em cima da mesa, conclusão que permite antecipar que num cenário de escalada protecionista com a adoção de novas taxas alfandegárias agravadas a economia global poderá ser arrastada para a recessão.

O Morgan Stanley considera ainda que nem mesmo as políticas monetárias expansionistas que os principais bancos centrais (com a Reserva Federal Americana e o Banco Central Europeu à cabeça) admitem retomar parecem suficientes para afastar as dúvidas quanto à capacidade da economia mundial resistir à incerteza.

Na mesma linha, uma análise feita por outro banco americano, o Citigroup, defende que os investidores, que reagiram positivamente à trégua anunciada por Trump e Xi à margem do encontro mantido, no sábado, em Osaka, Japão, à margem da cimeira do G20, não devem deixar de mostrar preocupação relativamente aos riscos associados à disputa comercial EUA-China em curso há quase um ano.


No domingo, o dia seguinte à trégua temporária alcançada no Japão, Donald Trump afirmou que os EUA "estão a ganhar" a guerra apesar de a Fed não estar a ajudar na tarefa da administração americana. Trump tem vindo a defender que o banco central americano devia baixar os juros por forma a reforçar a competitividade da economia americana. 




pub

Marketing Automation certified by E-GOI