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NATO garante que tropas russas entraram no território ucraniano

A organização atlântica assegura que um considerável número de tropas e equipamento militar russos entraram esta quarta-feira na Ucrânia. O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se ainda hoje para analisar os últimos desenvolvimentos no leste da Ucrânia.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 12 de Novembro de 2014 às 17:18
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A informação de que as tropas russas entraram na Ucrânia, ao longo dos últimos dois dias, foi confirmada, esta quarta-feira em Sofia, na Bulgária, pelo líder militar da NATO, o general norte-americano Philip Breedlove. A organização atlântica confirma ter detectado movimentações na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia que comprovam a entrada de tropas russas em território ucraniano.

 

Citado pela BBC, Breedlove revelou que foram vistos entrar na Ucrânia "tanques russos, artilharia russa, sistemas de defesa antiaérea russos e tropas de infantaria russas". Segundo a agência ucraniana Interfax, a NATO refere ainda que estas informações corroboram o reporte feito pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

 

Apesar de o ministério da Defesa russo já ter desmentido a veracidade das informações avançadas pela NATO, garantido não haver evidências e mantendo não ter qualquer envolvimento militar na crise ucraniana, a BBC nota que os separatistas pró-russos que controlam parte da região do Donbass já assumiram estar a receber apoio de "voluntários" das tropas moscovitas.

 

Segundo dados oficiais da Ucrânia e da NATO, confirma-se o avolumar da presença militar nas zonas controladas pelos separatistas. "Ainda não temos a real noção sobre o número [de militares]. Mas concordamos que se trata de múltiplas colunas militares", indicou Breedlove.  Informação também confirmada, esta quarta-feira, pelo ministro da Defesa da Ucrânia, Stepan Poltorak. 

 

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir, em Nova Iorque, ainda esta quarta-feira. Pretende-se avaliar a gravidade das informações recolhidas pela NATO e pela OSCE.

 

Pode estar em causa início de nova operação militar

 

Esta terça-feira já surgiam informações a reportar o reforço das posições militares nas zonas ucranianas controladas pelos separatistas. A esse respeito, o ministro dos Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier, considerava que os últimos eventos na parte oriental da Ucrânia sugerem "que as partes envolvidas estão a preparar novas acções para um conflito violento".

 

A OSCE, segundo informa a Interfax, alertou para o facto de ter detectado, nas últimas 48 horas, movimentos que poderão indiciar a preparação de uma acção militar na cidade portuária de Mariupol. Os separatistas já controlam as cidades de Novoazovsk e de Shirokyne, muito próximas de Mariupol, onde está situado um dos principais portos ucranianos, e uma cidade geoestrategicamente importante para Kiev. 

 

Mas se é verdade que desde 5 de Setembro, dia em que foi assinado um cessar-fogo em Minsk, as tréguas não conheceram um único dia sem registo de confrontos, estes têm-se intensificados nas últimas semanas, especialmente depois das eleições locais realizadas no dia 2 de Novembro nas autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Luhansk.

 

Esta quarta-feira há já registos da utilização de artilharia pesada junto a um complexo industrial dominado pelas forças separatistas, localizado junto à cidade de Donetsk. A BBC informa que também na parte norte de Luhansk, as forças pró-russas dispararam contra as posições do exército de Kiev, causando pelo menos uma morte entre as forças leais a Kiev.

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