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Navios chineses autorizados a passarem no estreito de Ormuz

A República Popular da China é o principal país importador do petróleo iraniano.

Petroleiro ancorado no estreito de Ormuz
Petroleiro ancorado no estreito de Ormuz AP
14 de Maio de 2026 às 14:09
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As forças navais do Irão autorizaram desde quarta-feira a passagem de vários navios chineses pelo estreito de Ormuz, anunciou esta quinta-feira a agência noticiosa iraniana Tasnim.

"Na sequência de uma decisão da República Islâmica, vários navios chineses foram autorizados a atravessar o estreito de Ormuz no âmbito de protocolos de trânsito geridos pelo Irão", informou a Tasnim, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A agência iraniana Fars divulgou com informações semelhantes, enquanto a televisão estatal do Irão referiu que "mais de 30 navios" receberam autorização para cruzar o estreito, sem especificar se pertencem exclusivamente à China.

A República Popular da China é o principal país importador do petróleo iraniano.

As notícias foram divulgadas no dia em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou encontros em Pequim com o homólogo chinês, Xi Jinping, no âmbito de uma visita oficial que está a realizar à China.

Os dois líderes falaram hoje sobre a situação no estreito de Ormuz, de acordo com a Casa Branca, a presidência norte-americana.

Trump exige ao Irão o fim do bloqueio do estreito de Ormuz como uma das condições para cessar a guerra contra o regime da República Islâmica.

O Irão bloqueou o estreito por onde passa habitualmente 20% do comércio internacional de produtos petrolíferos em reação à ofensiva militar de que é alvo desde 28 de fevereiro por parte dos Estados Unidos e Israel.

O bloqueio iraniano à única ligação do golfo Pérsico com o mar aberto tem perturbado os mercados globais e conferido a Teerão uma vantagem estratégica, segundo a AFP.

Os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos navios e portos iranianos, apesar de estar em vigor um cessar-fogo desde 08 de abril.

A trégua foi mediada pelo Paquistão para permitir negociações entre Teerão e Washington, que foram infrutíferas até agora.

A guerra causou milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, e afeta quase todos os países da região.

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