Américas Nova Iorque confirma inevitabilidade de Clinton e Trump

Nova Iorque confirma inevitabilidade de Clinton e Trump

Trump é o único candidato republicano que ainda tem hipóteses de reunir os delegados necessários para assegurar a nomeação. Sanders não está fora da corrida democrata, mas Nova Iorque complicou-lhe as contas, sobretudo porque Clinton é a favorita na próxima etapa da disputa.
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Inês F. Alves 20 de abril de 2016 às 11:38

Donald Trump e Hillary Clinton venceram as primárias norte-americanas de Nova Iorque esta terça-feira, 19 de Abril, colocando um ponto final na série de derrotas que marcou a campanha de ambos nas últimas semanas, e consolidando a liderança pela nomeação partidária para as presidenciais que se disputam em Novembro.

Com 98% dos votos contados, Hillary Clinton conquistou 57,9% dos votos em Nova Iorque, o que lhe valeu a atribuição de 135 delegados nesta etapa, face aos 42,1% dos votos somados por Sanders, equivalentes a 104 delegados.  

Contas feitas, a ex-secretária de Estado norte-americana segue com o apoio de 1.911 delegados (469 dos quais são super-delegados), face a 1.229 de Sanders (dos quais 31 são super-delegados). Fica por disputar o apoio de 1.668 delegados até ao final das primárias, em Junho.

O que é que isto significa? Que tanto Clinton como Sanders ainda têm hipóteses de conquistar os 2.383 apoios necessários para assegurar a nomeação democrata para as presidências. Mas o social-democrata tem razões para ficar preocupado, uma vez que Clinton vê reconfirmada a sua liderança em Nova Iorque e, dizem as sondagens, é a favorita em Connecticut, Maryland e Pennsylvania, que vão a votos no próximo dia 26 de Abril.

"Não há nenhum lugar como a nossa casa", disse Clinton aos seus apoiantes no discurso de vitória. "Nova-iorquinos, vocês sempre me protegeram, e eu sempre tentei proteger-vos", acrescentou. "A vitória está à vista", concluiu.

Sanders, por sua vez, queixou-se de irregularidades no processo de votação destas primárias. "Estou muito preocupado sobre a conduta no processo de votação no estado de Nova Iorque", disse, denunciando "irregularidades" e "caos" nos locais de voto.

Escreve a Bloomberg que Bernie Sanders vai esperar pelos resultados da próxima etapa para decidir o rumo da sua candidatura, citando fontes próximas do senador do Vermont, mas, oficialmente, o candidato mantém-se firme na decisão de levar esta campanha até ao fim.

"Estamos constantemente a avaliar as coisas", assumiu Tad Devine, conselheiro de Sanders à agência. "Ele [Sanders] decidiu continuar na corrida até que todos os eleitores tenham a possibilidade de votar, em Junho, e isso mantém-se inalterado", acrescentou.

Entretanto, o social-democrata regressou a Vermont para "recarregar baterias e tirar o dia", adiantou o próprio. Quinta-feira estará de volta à estrada, na Pensilvânia. Clinton seguiu já esta quarta-feira para Filadélfia, na Pensilvânia, onde estará a fazer campanha.


Do lado republicano, Nova Iorque teve um impacto definitivo nas contas dos candidatos. Com 98% dos votos contados, o empresário somou 60,5% dos apoios, o que lhe valeu 89 delegados. John Kasich conquistou 25,1% dos votos (3 delegados) e Ted Cruz auferiu 14,5% dos votos (0 delegados).

Trump conquistou até ao momento 845 delegados e Ted Cruz, segundo nesta corrida, segue com 559 apoios. Há ainda 674 delegados por disputar. Ou seja, é matematicamente impossível a Ted Cruz conquistar os 1.237 delegados necessários até Junho para assegurar a nomeação, assim como a John Kasich. Trump ainda o poderá vir a fazer, tornando-se o candidato preferencial.

A esperança das forças anti-Trump dentro do partido recaem cada vez mais numa convenção contestada, isto é, num cenário em que nenhum dos candidatos reúne os delegados necessários e a decisão incide totalmente na Convenção Nacional Republicana.

"Com base no que vi, já não temos propriamente uma corrida", disse Trump aos seus apoiantes, enfatizando que já é impossível aos restantes delegados conquistar os 1.237 delegados. A vitória foi celebrada ao som de "New York, New York" de Sinatra.

 

Ted Cruz preferiu salientar que "este é o ano daqueles que vêm de fora do sistema", em referência a si próprio e a Sanders. E, confiante, até recuperou o slogan de campanha de Barack Obama e deu-lhe um "twist", de "Sim, nós podemos" para "Sim, nós conseguimos". Sobre a vitória de Trump, optou por desvalorizar dizendo que se tratou "de um político a ganhar em casa".

 

Os candidatos voltam a medir forças a 26 de Abril no Connecticut, em Delaware, Maryland, Pennsylvania e Rhode Island e Trump lidera as sondagens nos principais estados tal como a sua rival democrata.




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