Américas Nove feridos em incidentes à chegada de Lula à prisão

Nove feridos em incidentes à chegada de Lula à prisão

Nove pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança e um polícia, em incidentes no exterior da sede da Polícia Federal brasileira em Curitiba na noite de sábado, durante a entrada do ex-Presidente Lula da Silva para cumprir a pena de prisão.
Lusa 08 de abril de 2018 às 10:25

Os incidentes ocorreram quando o helicóptero que transportava Lula da Silva aterrou nas instalações da sede da Polícia Federal (PF), de acordo com fontes da Polícia Militar citadas pelo portal de notícias da Globo, G1, e pela agência Efe, tendo explodido dois supostos petardos no meio da concentração de simpatizantes do antigo chefe de Estado.

Os agentes federais que se encontravam no interior das instalações da PF responderam lançando gás lacrimogéneo, obrigando os apoiantes de Lula da Silva a dispersarem-se pelas ruas.

As forças de segurança também usaram balas de borracha contra os manifestantes que apoiavam Lula da Silva, mas nenhum dos feridos se encontra em estado grave, embora alguns tenham sido transportados para hospitais. Segundo a Polícia Militar, as balas de borracha foram usadas para afastar os manifestantes que, alegadamente, teriam agredido elementos desta força de segurança.


A poucos metros destes incidentes estavam dezenas de pessoas a favor da prisão de Lula que, de forma pacífica, foram obrigadas a abandonar o local, medida também aplicada para os jornalistas.

 

Um juiz brasileiro proibiu no sábado protestos e acampamentos nas imediações da sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde o ex-Presidente Lula da Silva começou a cumprir uma pena de 12 anos e um mês de prisão.

 

Segundo fontes oficiais, a decisão foi tomada na noite de sábado no pelo juiz Ernani Mendes Silva Filho, após constatar a "concentração de pessoas e movimentos que podem causar perturbações aos residentes" e causar problemas à segurança.


Manifestações pró e contra Lula em várias cidades
 

Antes da chegada do ex-Presidente brasileiro a Polícia Militar estabeleceu um cordão policial entre manifestantes pró e contra Lula da Silva, afastando-os cerca de 30 metros para evitar confrontos. Ainda assim, registaram-se discussões e insultos, assim como empurrões, incluindo contra jornalistas.

Incidentes idênticos repetiram-se em concentrações noutras cidades, como em São Paulo, Brasília ou São Bernardo do Campo.

A presidente do Partido dos Trabalhadores, o partido de Lula da Silva, disse hoje aos jornalistas que vai começar uma "vigília cívica que só terminará quando Lula" sair da prisão. "Vamos ter várias manifestações de apoio, de solidariedade, caravanas", declarou Gleisi Hoffmann.

O antigo chefe de Estado começou no sábado a cumprir uma pena de prisão de 12 anos e um mês.


Lula da Silva, que sempre se declarou inocente, foi considerado culpado dos crimes de corrupção e branqueamento de capitais, por ter alegadamente recebido um apartamento de luxo na cidade do litoral do Guarujá como suborno da construtora OAS, uma das empresas envolvidas nos escândalos da Operação Lava Jato.

Na madrugada de quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou um ‘habeas corpus’ apresentado pela defesa de Lula da Silva, que visava evitar a sua prisão antes de se esgotarem os recursos na Justiça.

Na sequência da decisão do STF, o juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão de Lula da Silva e deu como prazo a tarde de sexta-feira (noite em Lisboa), para o ex-Presidente brasileiro se apresentar voluntariamente à Polícia Federal na cidade de Curitiba, no Estado do Paraná, sul do Brasil.

Luiz Inácio Lula da Silva, 72 anos, foi o 35.º Presidente do Brasil (2003-2011), entregou-se quase 26 horas depois, saindo da sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no Estado de São Paulo, onde estava desde quinta-feira.




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