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Novo Congresso aprova orçamento. Trump prepara-se para vetar

Há uma nova formação no congresso norte-americano, de maioria democrata - o que permitiu à oposição de Trump a aprovação do Orçamento, resolução que poria fim ao shutdown do Governo. Na negociação que antecede a abertura dos mercados a reacção é de alívio.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 04 de Janeiro de 2019 às 08:24
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Esta quinta-feira, o dia em que a nova formação do Congresso americano, eleito no passado Novembro, tomou posse, a maioria – que agora pertence aos democratas – aprovou uma proposta de Orçamento que vai contra as exigências de Trump, já que não reserva verbas para a construção de um muro na fronteira com o México.

A administração de Trump já fez saber que tenciona vetar a proposta aprovada pelo partido da oposição, o que significa que o shutdown parcial do Governo americano, que surgiu da falta de acordo em relação ao Orçamento, deverá manter-se. Em declarações anteriores à votação, Trump disse que a paralisação duraria "o tempo que fosse necessário", até que o financiamento para o muro seja incluído na legislação para reabrir as agências governamentais, que ficaram sem financiamento a 22 de dezembro.

Donald Trump exige que estejam contemplados na proposta a aprovar cerca de 5,6 mil milhões de euros destinados à construção de um muro que separe os territórios americano e mexicano. A versão votada pelos democratas reserva apenas 3,6 mil milhões para o reforço do controlo da fronteira, sem menção ao muro prometido por Trump durante a respetiva campanha eleitoral.

A reformulação do Congresso trouxe ainda outra novidade: Nancy Pelosi é a nova presidente do Senado, voltando ao lugar que foi a primeira mulher a ocupar, entre 2007 e 2011.  Reuniu 220 votos entre os 430 membros, ultrapassando assim o líder Republicano, Kevin McCarthy, que contou 192 apoiantes.

Os futuros das ações norte-americanas já chegaram a subir cerca de 1%, contrariando o sentimento negativo que tem sido vivido em Wall Street. A bolsa de Nova Iorque foi alvo de forte pressão na última sessão devido às previsões da Apple. A empresa liderada por Tim Cook reviu em baixa as estimativas de receitas, o que resultou na pior sessão em seis anos para a Apple, tendo o sentimento negativo espalhado-se para as bolsas europeias e americanas. 

As bolsas europeias e os futuros do S&P500 estão também a beneficiar da expectativa de que Washington e Pequim cheguem a um acordo comercial, tendo fonte oficial da China revelado que na próxima semana uma comitiva dos EUA vai deslocar-se a Pequim com o objetivo de se negociar um acordo. 

A guerra comercial tem sido apontada como uma das grandes responsáveis pelas vendas inferiores ao esperado por parte de empresas como a Apple. Por isso, um acordo poderá aliviar a pressão sobre as cotadas e ajudar a superar os receios em torno de um abrandamento da economia. 




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