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Obama: “Vamos destruir o Estado Islâmico através de uma estratégia de luta sustentada contra o terrorismo”

Um dia antes da comemoração do 11 de Setembro, Barak Obama prometeu destruir o Estado Islâmico, contando com “amigos e aliados”.

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Obama: We Will Degrade and Destroy Islamic State
Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 11 de Setembro de 2014 às 09:57
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Há 13 anos que os EUA sofreram um dos maiores ataques da história. Os ataques terroristas de 11 de Setembro, um avanço da Al Qaeda contra os americanos não só provocaram centenas de mortes, como mudaram o panorama da segurança nacional.


Agora sob a ameaça do Estado Islâmico, no discurso da passada quarta-feira, Barak Obama prometeu que irá proteger os cidadãos americanos.

 

"Caros cidadãos vamos dizer o que é que nós, com os nossos amigos e aliados vamos fazer para destruir o Estado Islâmico", foi assim que Barak Obama começou o seu discurso da passada noite, quando eram duas da manhã em Portugal.

 

"A minha prioridade é a segurança do povo americano", acrescentou o governante. O presidente dos EUA recordou que já derrubaram Osama Bin Laden e muitos dos líderes da Al Qaeda.


"Graças aos nossos militares e às nossas tropas, a América está mais segura, contudo continuamos a enfrentar uma ameaça terrorista", disse o chefe de Estado.

 

Barack Obama reforçou que "neste momento as maiores ameaças vêm do Médio Oriente e da Norte de África, onde os radicais estão a explorar o sofrimento para sua mais valia e um deles é o ISIL (Islamic State in Iraq and the Levant- Estado Islâmico no Iraque e no Levante)"

 

"Duas coisas em que temos de ser claros, ISIL não é islâmico, nenhuma religião é a favor da morte de inocentes e a maioria das vítimas do ISIS são mulçumanos e o ISIL não é com certeza um estado", disse, sublinhando "o ISIL é uma organização terrorista".

 

Assim, os EUA vão realizar uma campanha sistemática de ataques aéreos contra os terroristas, trabalhando em conjunto com o governo iraquiano. "Vamos caçar terroristas que ameaçam o nosso país, onde quer que estejam. Isso significa que eu não hesitarei em tomar medidas contra ISIL na Síria, bem como o Iraque", disse Obama.

 

Além disso, os EUA pretendem aumentar o apoio às forças de combate aos terroristas em terra. Os EUA irão enviar mais 475 conselheiros militares para o Iraque, afastando o reforço de tropas para a região. Pediu ainda a autorização do congresso dos EUA para aumentar a quantidade de armas e dinheiro a ser enviada aos rebeldes de oposição ao governo de Bashar al-Assad. "Na luta contra o Estado Islâmico não podemos contar com o regime de Assad, precisamos fortalecer a oposição".

 

E "vamos continuar a desenhar a nossa capacidade de contra-terrorismo para impedir ataques do ISIL", acrescentou o presidente dos EUA.

 

A terminar o seu discurso, o governante prometeu que os EUA continuarão a prestar apoio humanitário aos civis.

 

Barak Obama foi claro que contará com "uma vasta coligação" de aliados para implementar a sua estratégia, acrescentando que John Kerry, secretário de Estado dos Estados Unidos, continuará a sua viagem, com o intuito de captar mais parceiros quer pela Europa, como o Médio Oriente.

 

O chefe de Estado disse acreditar que o povo americano continuará a mostrar a capacidade para combater o terrorismo. 

 

Foram dois os vídeos que o Estado Islâmico divulgou mostrando a decapitação de dois jornalistas. Antes de assassinar o segundo norte-americano, o 'jihadista' interpelou directamente o presidente dos EUA: "estou de volta Obama. E estou de volta pela tua atitude arrogante para com o Estado Islâmico".

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