Mundo Obama diz a Trump para "parar com a choradeira"

Obama diz a Trump para "parar com a choradeira"

Depois de Donald Trump ter insistido na ideia de que as eleições presidenciais norte-americanas de Novembro vão ser viciadas, o ainda presidente dos Estados Unidos disse a Donald Trump para "parar com a choradeira".
Obama diz a Trump para "parar com a choradeira"
Reuters
David Santiago 18 de outubro de 2016 às 20:16

"Ele (Donald Trump) começou a chorar ainda antes de o jogo terminar", afirmou esta terça-feira Barack Obama, presidente dos Estados Unidos. De seguida Obama disse ao polémico candidato republicano à Casa Branca para, de uma vez por todas, "parar com a choradeira", referindo-se assim às afirmações em que Donald Trump acusa os media e também algumas secções eleitorais de estarem a "manipular" esta eleição.

 

Mas as críticas de Obama ao magnata nova-iorquino não se ficaram por aqui. Numa conferência de imprensa realizada na Casa Branca, ladeado pelo primeiro-ministro italiano Matteo Renzi, Barack Obama ironizou ainda com o facto "sem precedentes", que consiste na constante "adulação" feita por Trump relativamente ao presidente da Rússia, Vladimir Putin.

 

"Aconselho o senhor Trump a parar a choradeira e tentar ganhar votos", prosseguiu Obama que acusou ainda o candidato apoiado pelo Partido Republicano de não estar a "revelar o tipo de liderança e resistência que exigia a um presidente ao começar a chorar ainda antes de o jogo terminar".




Perto de concluir o seu segundo mandato enquanto presidente norte-americano, Obama criticou ainda Trump por fazer alegações baseadas em "não factos", considerando que esta atitude do adversário de Hillary Clinton também é inédita na história das eleições presidenciais nos Estados Unidos. 

 

As últimas afirmações de Donald Trump surgem numa altura em que o candidato tem sistematicamente perdido terreno para a candidata democrata, em especial depois de há poucos dias ter sido divulgado um vídeo em que o magnata do imobiliário fazia comentários sexistas. Entretanto, uma sondagem publicada esta terça-feira pelo Washington Post atribui uma vantagem confortável a Clinton.  

Obama elogia Renzi e apela ao "sim" no referendo 

Pertencente a uma família política próxima da do presidente dos Estados Unidos, Matteo Renzi ouviu Obama tecer-lhe rasgados elogios. Obama começou por declarar um "amor profundo" por Itália: "Amamos o vinho, a comida e Sophia Loren". Depois disse estar a "torcer por Matteo Renzi" que espera possa "continuar na política independentemente da forma como decorra" o referendo constitucional agendado para 4 de Dezembro. 

Este é o referendo proposto por Renzi ao povo italiano, através do qual o primeiro-ministro e líder do PD pretende reformar a Constituição, alterando a lei eleitoral - acabar com o sistema bicameral perfeito, reduzindo os poderes dos senadores (câmara alta), diminuindo o número total de parlamentares e reduzindo os custos relacionados com o funcionamento das diversas instituições - considerando que estas alterações vão assegurar maior governabilidade ao país. Renzi garantiu que o seu futuro como chefe do Governo transalpino dependerá da vitória do "sim" no referendo, pese embora nos últimos meses venha preferindo não repetir esta condição. 

Obama está do lado de Renzi e garante que "o 'sim' no referendo ajudará Itália. As reformas são as necessárias". Depois de notar que as reformas propostas por Renzi trarão "um sistema político mais responsável", o presidente norte-americano acrescentou esperar que "Matteo [Renzi] continue ao leme" de Itália.

Por fim, Obama mostrou-se próximo da agenda política de Renzi, dizendo-se "de acordo com o facto de que é preciso concentrarmo-nos no crescimento e prosperidade das pessoas", ao que Renzi agradeceu pelo "apoio [dado por Obama] na luta contra a austeridade".




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