Mundo Obama suspende viagem a Espanha até que o país tenha novo Governo

Obama suspende viagem a Espanha até que o país tenha novo Governo

O presidente dos Estados Unidos decidiu não visitar Espanha até que esteja resolvido o impasse político e o país tenha Governo. "A ver se formam Governo porque estou desejoso de ir a Espanha", disse Obama.
Obama suspende viagem a Espanha até que o país tenha novo Governo
Reuters
David Santiago 01 de abril de 2016 às 20:22

A visita de Barack Obama a Espanha dever-se-ia realizar algures durante o próximo mês de Julho, mas o impasse político espanhol levou o presidente dos Estados Unidos a suspender a viagem. Aproveitando a estada do ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros ainda em funções, José Manuel García-Margallo, em Washington, Obama explicou que decidiu suspender a viagem a Espanha até que o país consiga formar Governo.

 

"A ver se formam Governo porque estou desejoso de ir a Espanha", disse Obama a García-Margallo segundo confidenciou o ministro espanhol. Margallo parece compreender a posição de Obama e, citado pelo El País, reconhece que "houve alguns contactos demonstrando que agradaria ao presidente Obama viajar até Espanha, e tinham sido discutidas essas datas (Julho de 2016). Mas entendo perfeitamente que, sem um Governo com capacidade plena, provavelmente não fosse o mais indicado".

 

Margallo, que está na capital dos Estados Unidos para participar numa Conferência sobre Segurança Nuclear, que hoje termina, revelou ainda que há já longos meses que se discutia ao nível diplomático uma data para a visita de Obama a Espanha.

 

Quando se aproxima o fim do segundo mandato presidencial de Barack Obama, que termina em Janeiro, esta será uma das últimas oportunidades de o presidente norte-americano viajar até Espanha, ele que já visitou 53 países desde que em 2009 chegou à Casa Branca. Desde então, em 2011 a na altura secretária de Estado norte-americana e agora candidata a representante democrata nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, visitou Espanha, seguindo-se depois, em Outubro passado, a vez do seu sucessor na chefia da diplomacia norte-americana, John Kerry.

 

Líderes do PSOE, Podemos e Cidadãos devem reunir-se na próxima semana

 

Depois do encontro desta semana entre os secretários-gerais do PSOE e do Podemos, Pedro Sánchez e Pablo Iglesias, respectivamente, houve um claro desanuviar da tensão que mantinha afastadas de conversações as duas forças políticas. Sánchez reafirmou que qualquer negociação tendo em vista a sua investidura como primeiro-ministro tem de assentar no acordo firmado em Fevereiro com o Cidadãos de Albert Rivera.

 

Iglesias cedeu e aceitou negociar a três com PSOE e Cidadãos em simultâneo, embora mantenha a intenção de concretizar um acordo para a formação de um Governo das esquerdas entre PSOE, Podemos e Esquerda Unida (IU, uma força pró-comunista).

 

Para isso, Iglesias espera conseguir convencer Rivera a apoiar esta formulação governativa através do apoio ou abstenção em sede parlamentar e garante estar disponível a não ser ele a ocupar a vice-presidência de um eventual Executivo liderado por Sánchez, um cargo que o líder do Podemos exigiu para si próprio ainda antes de iniciar a primeira ronda de conversações com os socialistas.

 

Já esta sexta-feira, em entrevista à Cadena Ser, Albert Rivera reiterou a indisponibilidade do Cidadãos em participar num Governo em que esteja também o Podemos. Uma rejeição também partilhada por Iglesias. Nesta entrevista Rivera disse esperar que no início da próxima semana seja já possível encontrar-se cara a cara com Sánchez e Iglesias, e revelou ainda que espera conseguir convencer o Podemos a apoiar um Executivo PSOE-Cidadãos, que governaria com apoios parlamentares pontualmente negociados com o partido de Iglesias e também com o PP, partido do ainda primeiro-ministro em funções, Mariano Rajoy.

 

Rivera quer que o passo das negociações seja acelerado nas próximas duas semanas, com o jovem líder do Cidadãos a estabelecer como data limite para um acordo o próximo dia 24 ou 25 de Abril. Isto porque no dia 2 de Maio termina o prazo de dois meses que a Constituição prevê para a formação de Governo, período findo o qual terão de ser convocadas novas eleições que, a acontecerem, deverão decorrer a 26 de Junho.  




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