Mundo Panamá Papers: Justiça dos EUA vai analisar se há indícios de crime

Panamá Papers: Justiça dos EUA vai analisar se há indícios de crime

As autoridades judiciais dos EUA querem saber se há sinais de corrupção ou de crime financeiro ou se houve intervenção de instituições financeiras norte-americanas em possíveis práticas ilegais em sociedades offshore.
Panamá Papers: Justiça dos EUA vai analisar se há indícios de crime
Bloomberg / Reuters / Getty Images
Negócios 04 de abril de 2016 às 19:42

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) está a analisar os documentos publicados pelo consórcio internacional de jornalistas que dão conta da existência de um esquema de constituição de empresas em paraísos fiscais e em que medida podem configurar ocultação de património no âmbito do caso Panamá Papers.


"Estamos ao corrente dos elementos divulgados e estamos a analisá-los. (…) Embora não possamos comentar em específico, o Departamento de Justiça dos EUA encara muito seriamente todas as alegações credíveis de corrupção em altos cargos e internacional que possam ter ligação aos EUA ou ao sistema financeiro norte-americano", disse ao Wall Street Journal o porta-voz daquele departamento, Peter Carr.


Em causa estão 11,5 milhões de documentos da empresa Mossack Fonseca, cuja existência foi conhecida este domingo à noite, e segundo os quais cerca de centena e meia de figuras públicas, empresários e celebridades, bem como seus familiares ou pessoas próximas, recorriam a serviços daquela companhia para gerir bens em sociedades offshore. 


As autoridades norte-americanas pretendem agora avaliar se há indícios de corrupção ou de crime financeiro associados a essas contas e se houve intervenção de instituições financeiras norte-americanas naquelas práticas, bem como se os registos da Mossack Fonseca foram obtidos de forma indevida ou que configure crime - nomeadamente através de pirataria informática.


A empresa já negou entretanto ter promovido o uso de offshores para fins ilícitos, garantindo que cumpre as regras de prevenção de branqueamento de capitais e que não pode ser responsabilizada por má conduta que possa ter existido por parte de outros intermediários, sejam bancos, escritórios de advogados ou contabilistas.




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