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Partido do Governo vai preparar milícias para segurança e defesa da Venezuela

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), no Governo, anunciou que vai iniciar o recrutamento de elementos para as chamadas Unidades de Batalha Bolívar-Chávez (Ubch), para preparar milícias para a segurança e defesa do país.

Reuters
Lusa 19 de Maio de 2016 às 08:33
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O anúncio foi feito pelo vice-presidente da área de segurança e defesa do PSUV, Luís Reyes Reyes, numa conferência de imprensa em Caracas durante a qual precisou que vão ser recrutados seis cidadãos por cada Ubch (formadas por militantes do partido), que vão ser instruídos para estar disponíveis para enfrentar qualquer circunstância que surja em território venezuelano.

 

"Temos 16.686 Ubch, o que dá um total de 80 mil companheiros combatentes, disponíveis, não só desde o ponto de vista da defesa do país, mas também da segurança interna, da luta contra a guerra económica, da actuação em situações especiais como actos de contingência por inundações", disse.

 

Reyes Reyes precisou ainda que integrantes das comissões estatais de segurança e defesa do PSUV vão participar nos exercícios militares anunciados pelo Presidente Nicolás Maduro para o próximo sábado, centrados na defesa da soberania do país.

 

"Todos somos co-responsáveis pela defesa e segurança e devemos estar disponíveis para actuar em qualquer das circunstâncias que se apresentem", frisou.

 

Sete detidos por alegada violência em manifestação da oposição

 

O ministro venezuelano de Relações Interiores, Gustavo Enrique González, confirmou na quarta-feira a detenção de sete pessoas por alegado envolvimento em situações de violência durante uma manifestação de oposição ao Governo em Caracas.

 

"Capturámos sete indivíduos vinculados a organizações violentas com fins políticos", disse o general à televisão estatal venezuelana, horas depois de ter sido divulgado um vídeo de manifestantes a agredir agentes das forças de segurança.

 

Gustavo Enrique González responsabilizou os líderes da oposição venezuelana pela situação, acusando-os de "insistir em executar acções violentas distanciadas da via democrática, como parte de uma agenda desestabilizadora, promovida desde fora das fronteiras, através de formas não convencionais de ingerência".

 

Por outro lado, explicou que os detidos se tinham refugiado na Praça Altamira do município de Chacao (leste de Caracas), presidido pela oposição.

 

"Exigimos às autoridades desse município que não permitam que se desenvolvam estas acções violentas (...). Os nossos corpos de segurança estão comprometidos com a paz da pátria e com servir o povo perante ameaças contra a Constituição. Os nossos homens e mulheres estão capacitados no uso progressivo e diferenciado da força, apegados ao respeito pelos direitos humanos", disse.

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