África Pedido de ajuda de Angola era "expectável", diz presidente da Câmara de Comércio

Pedido de ajuda de Angola era "expectável", diz presidente da Câmara de Comércio

Paulo Varela sublinha que a baixa prolongada do preço do petróleo não deixava muito alternativas ao Governo de Angola e que a ajuda do FMI pode criar um clima propício para se fazerem reformas.
Pedido de ajuda de Angola era "expectável", diz presidente da Câmara de Comércio
Celso Filipe 06 de abril de 2016 às 15:53
Paulo Varela, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA) diz que o pedido de ajuda que Angola fez ao Fundo Monetário Internacional (FMI) era "expectável" em função da baixa prolongada do preço do petróleo. 

"Não havia muitas alternativas" afirma Paulo Varela (na foto ao lado) em declarações ao Negócios, sublinhando que o Governo liderado por José Eduardo dos Santos estava a ser "penalizado pelos custos de financiamento".

Segundo o presidente da CCIPA, este pedido de ajuda "pode ser uma oportunidade para Angola delinear um conjunto de reformas", em colaboração com o FMI e o Banco Mundial, destinadas a relançar a actividade económica". "Este pedido de ajuda não tem necessariamente de ser negativo" sublinha.

Questionado sobre o impacto deste pedido de ajuda para as empresas portuguesas com actividade em Angola, Paulo Varela diz que serão reduzidos, visto que a situação já se encontrava deteriorada.

O líder do CCIPA olha para o futuro que será construído a partir deste pedido de ajuda e é da opinião que o mesmo "poderá criar um clima propício à realização de reformas que serão fundamentais para o futuro". Uma delas, diz, será a necessidade de diminuir os custos de contexto, extremamente elevados e que dificultam o investimento, e criar um outro ambiente de negócios, por comparação ao actual, que não é "particularmente favorável".

Paulo Varela salienta ainda que a ajuda do FMI poderá intensificar o processo de relançamento da economia, para o qual têm "faltado recursos financeiros".



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