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Pequim convoca embaixador norte-americano para mostrar descontentamento

O Governo chinês demonstra a sua condenação à forma como Washington conduziu o processo contra oficiais chineses por práticas de espionagem. Pequim acusa os Estados Unidos de "há muito tempo" fazerem espionagem.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 20 de Maio de 2014 às 13:02
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O embaixador norte-americano em Pequim, Max Baucus, foi convocado pelo Governo chinês para lhe ser comunicado um protesto oficial sobre a forma como os Estados Unidos conduziram o processo que, esta segunda-feira, 19 de Maio, acabou por resultar em queixas judiciais contra cinco oficiais chineses por eventuais práticas de espionagem cibernética.

 

Esta terça-feira, dia em que o Presidente russo Vladimir Putin e o líder iraniano Hasan Rohaní se encontram na China para uma visita oficial, o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês publicou um comunicado na sua página oficial. O Governo considera que esta acção de Washington prejudica gravemente os laços bilaterais e obrigará a uma atitude chinesa, escreve o "El País".

 

Já na segunda-feira a China anunciara o fim da sua participação no programa de cooperação sobre segurança cibernética, com o ministério da Defesa a acusar Washington de "há muito tempo utilizar tecnologias e infra-estruturas avançadas para levar a cabo ciberespionagem e vigilância a cidadãos e empresas estrangeiros".

 

Foi, assim, dado mais um passo diplomático que eleva o grau de tensão entre as duas maiores economias do mundo. Esta segunda-feira o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou oficiais militares chineses da "utilização de instalações militares e inteligência governamental para fazer espionagem cibernética contra empresas norte-americanas".

 

 

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