Ásia Pequim gasta 2 mil milhões de euros para reduzir poluição

Pequim gasta 2 mil milhões de euros para reduzir poluição

A medida surge depois de a qualidade do ar na capital chinesa ter piorado para níveis históricos. Objectivo é cortar no uso do carvão e na circulação de automóveis poluentes, bem como estimular o uso de energias limpas.
Pequim gasta 2 mil milhões de euros para reduzir poluição
Reuters
Ana Serafim 25 de janeiro de 2016 às 17:48

Pequim vai desembolsar 16,5 mil milhões de yuans (2,32 mil milhões de euros) este ano para melhorar a qualidade do ar, avançou a agência de notícias oficial da China.

De acordo com a Xinhua, que cita fontes próximas das autoridades ambientais da capital chinesa, a verba será usada para diminuir o uso de carvão, a principal fonte de energia do país, e eliminar a circulação de veículos poluentes na cidade.

As autoridades de Pequim já tinham indicado que o plano para este ano era retirar 200 mil automóveis das estradas e promover o uso de energias limpas em 400 localidades.

A 7 de Dezembro de 2015, pela primeira vez na história, Pequim declarou alerta vermelho, o mais grave na escala da poluição atmosférica, devido aos níveis recorde registados na cidade, que tem mais de 20 milhões de habitantes.

Por três dias, as obras de construção tiveram de parar, as escolas encerraram e a circulação de carros – a cidade terá 5,6 milhões de veículos - passou a ter dias alternados, consoante os números da matrícula. As actividades ao ar livre foram proibidas.

A 18 de Dezembro, o alerta voltava a repetir-se, com a densidade das partículas PM 2,5 – as mais finas e susceptíveis de se infiltrarem nos pulmões – a superar os níveis registados dias antes. Nessa altura, estimava-se que em Pequim esse indicador tinha superado os 500 microgramas por metro cúbico, bastante acima do máximo de 25 microgramas recomendado pela Organização Mundial de Saúde para que o ar seja considerado saudável.

Em consequência, a visibilidade na capital chinesa era de menos de um quilómetro.


Considerado o país mais poluente do planeta, a China, que é também apelidada de 'fábrica do mundo', obtém 64% da energia através do carvão, com forte impacto na qualidade do ar. Segundo a Bloomberg, que cita dados do grupo científico Berkeley Earth, a poluição mata 4.000 pessoas por dia na China.

Das 161 cidades que monitorizam a qualidade do ar naquele país, 90% não cumprem os standards mundiais.



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