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Pessimismo em torno da China está "divorciado" dos factos, diz estudo da CBB

Um estudo da China Beige Book International defende que não houve qualquer "colapso iminente" na sequência da queda do mercado accionista e da desvalorização da moeda chinesa, e que é um "mito" que o abrandamento da China esteja a aumentar.

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Are Investors Overreacting to China's Slowdown?
Rita Faria afaria@negocios.pt 21 de Setembro de 2015 às 14:04
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A economia da China não está tão enfraquecida como parece. Esta é a principal conclusão de um estudo realizado pela China Beige Book International (CBB) – uma empresa de análise de dados relativos ao mercado chinês - que defende que é um "mito" que o abrandamento da segunda maior economia do mundo esteja a intensificar-se.

Segundo o relatório da CBB, referente ao terceiro trimestre deste ano, não houve qualquer "colapso iminente" na sequência da queda do mercado accionista e da desvalorização da moeda. As despesas de capital aumentaram ligeiramente nesse período, e o sector dos serviços demonstrou resistência, refere o estudo citado pela Bloomberg.

"As percepções sobre a China estão mais divorciadas dos factos do que em qualquer outro momento dos quase cinco anos em que vimos analisando a economia. O sentimento global sobre a China afundou muito – demasiado", defende Leland Miller, presidente da CBB, no relatório. "Embora tenhamos advertido os clientes sobre os riscos de se basearem nos pontos de vista oficiais sobre a economia chinesa, acreditamos que o sentimento oscilou demasiado na direcção oposta".

O decréscimo das exportações e a desaceleração da indústria têm destacado o risco de o crescimento deste ano ficar abaixo da meta de 7% definida pelo primeiro-ministro Li Keqiang, e o cepticismo sobre a capacidade de as autoridades chinesas actuarem de forma a impulsionar a expansão.

A CCB defende, contudo, que a indústria não é o "termómetro" da economia, e outros sectores, como o retalho e o imobiliário, demonstraram resiliência.

"A indústria não é um microcosmo da economia nem o seu termómetro, e o desempenho de outros sectores impulsionou os resultados globais", defende Miller. Segundo a CBB, os sectores do retalho e do imobiliário enfraqueceram, mas ainda assim melhoraram em termos homólogos.

O relatório da CBB, que se baseou em inquéritos a mais de 2.100 empresas da China e entrevistas com banqueiros e empresários, mostra que os serviços, que representam mais de metade da economia da China, melhoraram em termos de vendas, preços, volumes e despesas de capital. Segundo a CBB, a desaceleração esteve concentrada no sector público, onde o crescimento da receita diminuiu moderadamente.

O pessimismo em torno das estimativas de crescimento da economia chinesa tem penalizado o mercado accionista do país. A bolsa de Xangai perdeu 39% do seu valor desde o máximo de sete anos atingido em Junho. 

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