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Presidente das Filipinas compara-se a Hitler

Rodrigo Duterte, presidente das Filipinas, aparentemente comparou-se a Adolf Hitler e disse que ficaria “extremamente feliz” para exterminar três milhões de consumidores de droga do país.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 30 de Setembro de 2016 às 13:32
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O presidente filipino, Rodrigo Duterte (na foto), aparentemente comparou-se ao líder nazi, Adolf Hitler. As agências internacionais revelam que o Duterte afirmou que ficaria "muito feliz" de exterminar três milhões de consumidores de droga do país.

Num discurso na cidade de Davao, o presidente deste país asiático assinalou que os críticos "retractam-no como primo de Hitler", de acordo com a Reuters. Recordando que o líder nazi matou milhões de judeus, o líder filipino assinalou que "há três milhões de consumidores de droga" nas Filipinas "e estaria feliz de os abater".  


"Se a Alemanha tinha Hitler, as Filipinas teria…", disse Duterte, fazendo uma pausa no discurso para logo depois apontar para si. "Vocês conhecem as minhas vítimas. Gostaria que fossem criminosos para terminar com o problema do meu país e salvar as próximas gerações da perdição", acrescentou citado pela agência de notícias.

Rodrigo Duterte foi eleito em Maio e assumiu a presidência das Filipinas a 30 de Junho. Durante a campanha prometeu terminar com as drogas e com a corrupção no país. Desde 30 de Junho, mais de três mil pessoas foram mortas nas Filipinas, a maioria das quais, alegadamente, consumidores e traficantes de droga, em operações da polícia e homicídios cometidos por alegados justiceiros, segundo a Reuters.


As palavras do presidente filipino causaram um forte mau estar na comunidade judaica norte-americana, que intensificou a pressão sob Washington para apertar o cerco junto do líder filipino.

Dois dias antes das eleições nas Filipinas, o presidente de então Benigno Aquino pronunciou-se sobre o crescimento da popularidade do agora presidente. Disse que o crescimento da popularidade de Duterte era semelhante ao registado por Hitler nas décadas de 1920 e 1930. Na altura Aquino disse: "espero que tenhamos aprendido lições com a história". "Devemos lembrarmo-nos como é que Hitler chegou ao poder", acrescentou, escreve a Reuters.


Nas últimas semanas tem surgido na imprensa internacional relatos de insultos que o presidente filipino tem lançado às Nações Unidos, ao presidente norte-americano, Barack Obama e mesmo à União Europeia.

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