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Primeiro-ministro diz que "não há de todo" razões para alarme terrorista em Portugal

O primeiro-ministro, António Costa, sublinhou esta sexta-feira em Bruxelas que o alerta sobre três alegados terroristas envolvidos nos atentados de Paris não foi "especificamente dirigido a Portugal", e garantiu que "não há de todo" razões para alarme.

Costa garantiu que será desenvolvido 'trabalho técnico que permita limar divergências e alargar aquilo que possa ser a base de sustentação de uma solução governativa estável para o país'.
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 18 de Dezembro de 2015 às 15:28
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Questionado, no final de um Conselho Europeu, em Bruxelas, sobre uma notícia de hoje do JN segundo a qual três homens alegadamente envolvidos nos atentados de Paris estavam em Portugal, António Costa lembrou que a União Europeia dispõe hoje, "no quadro do sistema de Schengen", de mecanismos de alerta, e, "no caso concreto, o que se passou é que há um alerta geral da Interpol, dirigido a todos os países, sobre a identidade de um conjunto de pessoas procuradas, relacionadas com os atentados de Paris, e não especificamente dirigidos a Portugal".

 

"Razões para alarme não há de todo. Em segundo lugar, o alerta não foi específico para Portugal. E em terceiro (lugar), segundo a informação do conjunto das forças de segurança, e que a Polícia Judiciária (PJ), como polícia responsável pelo combate ao terrorismo, já pôde comunicar publicamente, não há nenhuma suspeita concreta de que qualquer daqueles indivíduos esteja em Portugal", apontou.

 

Pouco antes das declarações do chefe de Governo em Bruxelas, a PJ já emitira uma nota a garantir que o nível de ameaça terrorista em Portugal se mantém inalterado, não existindo "quaisquer razões para alarme".

 

A direcção nacional da PJ refere que troca de informações entre polícias "constituem uma prática habitual" e que decorrem da "permanente partilha de informações, no âmbito da cooperação policial na União Europeia, tendente à materialização de acções coordenadas e eficazes dos serviços e forças de segurança".

 

O esclarecimento da PJ surge após o JN ter noticiado hoje que três homens alegadamente envolvidos nos atentados de Paris estavam em Portugal, indicando que a informação partiu da polícia francesa e que foi comunicada a Portugal via Interpol e Guardia Civil espanhola.

 

"Não há quaisquer razões para alarme e o nível de ameaça terrorista em Portugal mantém-se inalterado", adiantou a direcção nacional da PJ. 

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