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Radioactividade libertada para atmosfera após incêndio na central de Fukushima

Exposto a partir 100 millisieverts o corpo humano regista um aumento do número de cancros, de acordo com observações médicas.

Lusa 15 de Março de 2011 às 08:33
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O incêndio no reactor 4 da central nuclear Fukushima 1, a nordeste de Tóquio, libertou substâncias radioactivas para a atmosfera, anunciou hoje, em Viena, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), segundo a AFP.

"As autoridades japonesas informaram hoje a AIEA às 04:50 (03:50 em Lisboa) que o tanque do combustível usado no reactor nuclear 4 da Fukushima Daiichi estava a arder libertando radioactividade directamente para a atmosfera", referiu a agência em comunicado.

O incêndio no reactor 4 está "aparentemente extinto", segundo diversos "media" japoneses.

"O incêndio registado no quarto andar do reactor 4 está aparentemente extinto", noticiou a agência Jiji.

As autoridades japonesas também informaram a AIEA que se tinha registado uma explosão pelas 06:20 (05:20 em Lisboa) no reactor 2 da mesma central nuclear, que terá talvez sido provocado por hidrogénio, segundo a agência.

"Taxas (de radioactividade) que chegaram a 400 millisieverts por hora foram registadas no local, adiantou a AIEA.

Exposto a partir 100 millisieverts o corpo humano regista um aumento do número de cancros, de acordo com observações médicas.

A AIEA "procura obter informações suplementares sobre a situação, continua em contacto com as autoridades japonesas e acompanha" o desenrolar dos acontecimentos.

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, anunciou hoje que o nível de radiações tinha "aumentado consideravelmente" na central nuclear de Fukushima nº1.

Kan apelou às pessoas que vivem num raio de 30 quilómetros em redor da central, danificada pelo sismo de sexta-feira, para ficarem fechadas em casa.

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