Américas Rendimento médio das famílias dos EUA com maior aumento em 50 anos

Rendimento médio das famílias dos EUA com maior aumento em 50 anos

Pela primeira vez desde o início da crise financeira de 2008, o rendimento médio das famílias norte-americanas aumentou em 2015 em termos homólogos, anunciou hoje o Census Bureau, o gabinete de estatísticas dos Estados Unidos.
Rendimento médio das famílias dos EUA com maior aumento em 50 anos
Negócios com Lusa 13 de setembro de 2016 às 20:32

O rendimento médio avançou 5,2% em termos reais, tendo em conta a inflação, entre 2014 e 2015, enquanto a taxa de pobreza baixou 1,2 pontos percentuais.

 

"É o primeiro aumento anual do rendimento médio desde 2007, o ano anterior à recessão", notou o Census Bureau.

 

De acordo com a mesma fonte, 2015 foi o primeiro ano desde 1967 (quando os dados começaram a ser recolhidos) em que o rendimento médio das famílias subiu mais de 5%.

 

Um crescimento que, como nota o Financial Times, vem colocar em causa uma das principais narrativas utilizadas na campanha para as presidenciais nos Estados Unidos, com o empobrecimento da classe média.  

 

 

Apesar do aumento, este rendimento continua 1,6% abaixo do registado em 2007, antes do início da crise financeira desencadeada pelos empréstimos imobiliários de risco. E persistem 2,4% abaixo do pico verificado em 1999.

 

Em 2015, o rendimento médio familiar foi de 56.516 dólares, permanecendo 2,4% inferior ao nível mais alto que foi atingido nos Estados Unidos em 1999.

 

Segundo a mesma fonte, os ganhos de rendimento foram obtidos sobretudo nos mais pobres e da classe média, pelo que diminuiu a desigualdade de rendimentos no país.

 

No ano passado, a taxa de pobreza nos Estados Unidos ficou em 13,5%, ou seja, 43,1 milhões de pessoas, menos 3,5 milhões do que em 2014. Uma família com duas pessoas é considerada como vivendo abaixo do limiar de pobreza quando dispõe de menos de 15.391 dólares por ano.

 

A proporção de pessoas que vivem sem cobertura médica caiu para 9,1% em 2015, contra os 10,4%, de acordo com o Census Bureau. Isso corresponde a 29 milhões de pessoas sem seguro de saúde contra 33 milhões no ano anterior.




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