Mundo Retaliação da China chegou: tarifas em 106 produtos com impacto de 50 mil milhões de dólares

Retaliação da China chegou: tarifas em 106 produtos com impacto de 50 mil milhões de dólares

A China foi rápida a responder. Depois da lista de 1.300 produtos chineses que vão passar a ter tarifas adicionais para entrar nos EUA, o Governo chinês respondeu com uma lista de apenas 106 produtos, mas de igual valor.
Retaliação da China chegou: tarifas em 106 produtos com impacto de 50 mil milhões de dólares
EPA
Margarida Peixoto 04 de abril de 2018 às 10:13
A resposta chinesa às tarifas impostas pela administração Trump já chegou. Esta quarta-feira, 4 de Abril, o Executivo chinês revelou uma lista de 106 produtos norte-americanos que vão ser sujeitos a tarifas adicionais para entrar no mercado da China. O número de produtos é bastante inferior à lista de 1.300 bens apresentada pelos Estados Unidos, mas o alcance no valor das importações pretende ser idêntico: 50 mil milhões de dólares. A informação está a ser avançada pelas agências de notícias Xinhua e Bloomberg.

Ambas as agências citam uma declaração do ministro das Finanças chinês, adiantando que as tarifas adicionais nos 106 produtos norte-americanos listados serão de 25%. A Xinhua refere que há 14 categorias de bens, que incluem produtos como soja, automóveis e químicos. A Bloomberg corrobora esta informação, somando que estão também incluídos na lista aviões. 

A data de implementação destas tarifas vai depender da chegada ao terreno das tarifas impostas pela administração Trump, de igual valor, nos produtos chineses.

Numa declaração publicada também esta quarta-feira, Zhang Xiangchen, o representante chinês junto da Organização Mundial do Comércio, classificou os planos dos Estados Unidos como "uma violação intencional e grosseira dos princípios fundamentais da OMC de não discriminação e limitação de tarifas".

"Os Estados Unidos têm esta intenção viciosa de estrangular a inovação de alta tecnologia da China", acusou também Wei Jianguo, ex-vice-ministro do Comércio chinês e actual presidente de um think tank dedicado a trocas comerciais, ligado ao Executivo, em declarações à Bloomberg. "A China não se vai submeter ao bullying dos EUA. As nossas contra-medidas vão atingir os seus pontos fracos", prometeu.

Pelo seu lado, os EUA argumentam que a escolha dos produtos justifica-se pelo facto de os sectores em causa beneficiarem de subsídios estatais, que consideram injustos. Da lista da administração Trump fazem parte bens da indústria aeroespacial, tecnologias da informação e comunicação, robótica, maquinaria. Há também satélites, componentes de aço para televisões, aparelhos médicos, máquinas de lavar louça, entre muitos outros.

A lista de bens estará em consulta pública durante 60 dias, podendo ser submetidas propostas de alteração até 11 de Maio. A 15 de Maio haverá uma audição pública para debater os contributos.



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