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Será a Fed o banco central do mundo?

A banca europeia diz ter recorrido à ajuda de emergência da Reserva Federal norte-americana para aliviar as pressões de liquidez no auge da crise financeira. Críticos dos EUA perguntam se Fed é o banco central do mundo.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 02 de Dezembro de 2010 às 16:39
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Barclays, UBS, Royal Bank of Scotland, Dresdner Bank, Natixis, Deixua, BNP Paribas, Deutsche Bank, Société Générale e Crédit Suisse estão entre as muitas entidades financeiras europeias que também recorreram à ajuda financeira da Reserva Federal norte-americana.

Desde ontem que a lista de todos os beneficiários destes fundos, concedidos ao abrigo de 11 programas, está disponível no “website” do banco central norte-americano.

A Fed divulgou assim – de modo a a harmonizar-se com a decisão da lei Dodd-Frank, de Julho passado, que reformou a regulação financeira - os nomes das entidades que receberam 3,3 biliões [trillion na métrica anglo-saxónica] de dólares em ajudas destinadas a travar o pior movimento de pânico dos mercados financeiros desde a Grande Depressão.

A informação - que inclui também os montantes das cerca de 21.000 transacções decorridas neste âmbito, bem como as taxas de juro que foram impostas - abrange 11 programas, entre fundos de concessão de empréstimos, “swaps” cambiais com outros bancos centrais, compras de activos endossados a hipotecas e os resgates do Bear Stearns e da seguradora American International Group (AIG), segundo a Bloomberg.

Agora que a lista começa a ser analisada, a Fed - presidida por Ben Bernanke (na foto) - tem sido alvo de renovadas críticas, desta vez devido à dimensão da ajuda que concedeu a empresas de fora dos Estados Unidos desde a falência do Lehman Brothers em Setembro de 2008.

“Estamos a falar de avultadas quantias de dinheiro direccionadas para resgatar grandes bancos estrangeiros. Será que a Reserva Federal se tornou no banco central do mundo? Penso que esta é a questão que tem de ser analisada”, comentou à Bloomberg o senador independente Bernard Sanders.

Vários bancos europeus já vieram dizer que recorreram a estes fundos porque o financiamento era mais barato do que o disponível no mercado da dívida.

Os dados hoje revelados pormenorizam assim a escala do apoio do banco central norte-americano, que foi concedido não só a entidades bancárias mas também a outro tipo de empresas, como a General Electric.

Esta informação diz respeito às ajudas concedidas entre 1 de Dezembro de 2007 e 21 de Julho de 2010. Recorde-se que em Julho passado, Barack Obama promulgou a lei Dodd-Frank – que visa a divulgação dos nomes das empresas que receberam ajudas da Fed.

Entre os maiores beneficiários norte-americanos destes apoios financeiros estão o Citigroup, Morgan Stanley, Goldman Sachs, AIG e Bank of America.

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