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“Situação crítica” em Gaza leva ONU a pedir cessar-fogo imediato

Depois desta madrugada o Conselho de Segurança da ONU ter pedido um cessar-fogo imediato e duradouro, o secretário-geral desta organização pediu o fim dos combates em “nome da humanidade”. O Governo israelita não parece disposto a ceder.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 28 de Julho de 2014 às 16:55
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Ao fim de três semanas desde o início da invasão terrestre da Faixa de Gaza, por parte do exército israelita, surgiu finalmente uma posição declarada do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). Depois de mais de 1.000 palestinianos mortos e de pelo menos 43 soldados de Israel dados como baixas, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu esta segunda-feira, 28 de Julho, o fim dos combates "em nome da humanidade" devido à "situação crítica" na Faixa de Gaza.

 

O conflito armado entre o exército israelita e os islamistas do Hamas é já o mais destruidor e avassalador vivido em Gaza. Na última madrugada, o estado de destruição e o número de baixas, entre as quais membros do Hamas e civis, levaram a que o Conselho de Segurança exigisse um cessar-fogo imediato e com efeitos duradouros.

 

Mas o Governo de Israel não vê "necessidade" de abrandar ou interromper a ofensiva militar cujo objectivo tem mudado com o decorrer dos dias. Desde a interrupção do lançamento de rockets por parte dos partidários do Hamas, à destruição dos túneis que ligam Gaza a Israel ou à desmilitarização do Hamas, a finalidade da ofensiva israelita tem evoluído.

 

Telavive, pela voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, considera que a proposta da ONU tem apenas em consideração os interesses do Hamas e lembrou que já existe um cessar-fogo em vigor. Contudo, tal não tem impedido a continuação da destruição dos túneis utilizados pelos palestinianos. E os danos colaterais, com baixas civis incluídas, continuam a avolumar-se.

 

Pelo seu lado, Ban Ki-moon mantém a crítica a ambas as partes, recordando, segundo a BBC, que enquanto os palestinianos têm lançado mísseis para áreas civis de Israel, Telavive tem recorrido à utilização de armamento altamente explosivo contra a Faixa de Gaza.

 

Ban Ki-moon insiste no cumprimento decretado pelos 15 países que compõem o Conselho de Segurança, acusando os dois lados de conduta "moralmente errada". "É uma questão de vontade política. Eles têm de mostrar a sua humanidade enquanto líderes, tanto israelitas como palestinianos", afirmou.

 

O cessar-fogo deveria começar hoje, 28 de Julho, e ser enquadrado a partir da proposta do Egipto que foi peremptoriamente rejeitada pelo Hamas. Este domingo, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry instava ambas as partes a seguirem um processo de diálogo tendo por base a proposta de mediação apresentada pelo Egipto.

 

O próprio Presidente Barack Obama terá ligado a Netanyahu exigindo o cumprimento do Direito Internacional e mostrando-se "seriamente preocupado, mas para já Israel mostra-se inflexível perante um cessar-fogo que apenas toma em linha de conta "as necessidades de um grupo terrorista assassino que ataca civis israelitas", segundo palavras do primeiro-ministro israelita. 

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