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Sonangol vai ser reestruturada

A petrolífera angolana é accionista do Millennium BCP e da Galp. O anúncio da reestruturação foi feito pelo vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, que foi presidente da Sonangol entre 1999 e 2012.

Manuel Vicente é o 31.º Mais Poderoso 2015
Manuel Vicente esteve no 'ranking' dos mais poderosos em 2011 e 2012, anos em que ocupou o 39.º e o 25.º lugares, respectivamente. Em 2013 esteve ausente da lista e durante esse período chegou a ser investigado em Portugal por branqueamento de capitais. O caso foi arquivado e os ressentimentos do vice-presidente de Angola deram lugar a uma aproximação política, visível nos encontros que tem mantido com Paulo Portas. Tem o poder de decidir os investimentos portugueses em Angola e os angolanos em Portugal.
Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 15 de Outubro de 2015 às 13:44
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A Sonangol vai ser reestruturada. O anúncio foi feito esta quinta-feira, 15 de Outubro, pelo vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, no discurso sobre o Estado da Nação que proferiu na Assembleia Nacional, em substituição de José Eduardo dos Santos.


"O Executivo criou uma comissão de avaliação para estudar a situação da Sonangol e do sector dos petróleos e propor as bases da sua reestruturação e um modelo de gestão mais eficaz e eficiente" revelou Manuel Vicente, que foi presidente da petrolífera angolana entre 1999 e 2012, ano em que passou a ocupar o lugar de vice-presidente.

Em Portugal, a Sonangol é o maior accionista do Millennium BCP, onde detém 19,44% do capital. A petrolífera angolana é ainda accionista da Galp de forma indirecta. A Sonangol e Isabel dos Santos possuem 45% da ‘holding’ Amorim Energia, que por sua vez detém 33,4% da Galp. No caso do BCP, a petrolífera angolana já se mostrou indisponível para participar num eventual aumento de capital.

Em Junho de 2015, o semanário Expresso noticiou que a Sonangol corria o risco de falência. No mês seguinte, o presidente da petrolífera, Francisco de Lemos José Maria, recusou esta possibilidade, numa conferência de imprensa realizada em Luanda.  "Qualquer estado de falência ou de bancarrota teria que implicar que, num só ano, a Sonangol registasse prejuízo de 22 mil milhões de dólares (19,2 mil milhões de euros), o que é virtualmente impossível de acontecer. Num só ano, mesmo num período de quatro ou cinco anos", declarou.

Em 2014, os lucros líquidos da Sonangol caíram 77%, para 710 milhões de dólares (621 milhões de euros). A empresa é o maior empregador em Angola, com 8.473 trabalhadores em actividade.

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