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Sonda Rosetta conclui odisseia de 12 anos despenhando-se no cometa que estudou

A sonda Rosetta concluiu hoje uma odisseia espacial de 12 anos ao despenhar-se de forma controlada no cometa que estudou durante dois anos, o 67P Churyumov-Gerasimenko, actualmente a 720 milhões de quilómetros da Terra.

Lusa 30 de Setembro de 2016 às 13:41
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"Posso confirmar o pleno sucesso da descida da Rosetta", disse o director de Missão Patrick Martin, da Agência Espacial Europeia (ESA), no centro de controlo em Darmstadt, Alemanha.

 

Nas horas que antecederam a queda controlada, a Rosetta recolheu os seus últimos dados: analisando a névoa gasosa do cometa, medindo a temperatura e a gravidade e tirando fotografias a curta distância do ponto que viria a ser o seu local de repouso.

 

A sonda foi programada para um "impacto controlado", a uma velocidade de 90 centímetros por segundo (velocidade de um humano a andar a passo), mas depois de uma queda livre de uma altitude de 19 quilómetros, que durou 14 horas.

 

A confirmação do fim da missão da Rosetta chegou às 11:19 GMT (mais uma hora em Lisboa), quando o sinal da nave - com um atraso de 40 minutos - desapareceu dos computadores dos controladores da missão.

 

A última manobra da Rosetta foi executada a uma distância de 720 milhões de quilómetros da Terra, e com o cometa a mover-se a uma velocidade de superior a 14 quilómetros por segundo.

 

A sonda nunca foi projectada para aterrar. A primeira missão para orbitar e aterrar num cometa foi aprovada em 1993 e visava investigar o nascimento do sistema Solar, há 4,6 mil milhões de anos.

 

A Rosetta e a sonda de aterragem Philae viajaram mais de 6,4 mil milhões de quilómetros, ao longo de 10 anos, até alcançar o 67P em agosto de 2014.

 

A Philae desceu até à superfície do cometa em Novembro de 2014, saltando várias vezes e enviando depois 60 horas de dados recolhidos na superfície. Depois entrou em modo "standby".

 

O cometa descreve uma elipse em torno do sol de 6,6 anos, tendo chegado ao ponto mais próximo do Sol em agosto do ano passado.

 

Em vez de deixar a Rosetta adormecer no espaço, os cientistas da missão optaram por terminar em grande, recolhendo os últimos dados mais perto do cometa antes de deixar embater a sonda.

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