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Subida dos preços dos combustíveis na China leva bolsas da Ásia a contrariar Wall Street

A China aumentou os preços dos combustíveis pela segunda vez em seis semanas, trazendo receios de que o crescimento da segunda maior economia do mundo venha a abrandar ainda mais do que o esperado. As preocupações dos investidores levaram os títulos da Ásia a negociar no vermelho.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 20 de Março de 2012 às 07:51
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As bolsas da Ásia não aproveitaram a sessão de ganhos de ontem nos Estados Unidos e estão hoje a negociar no vermelho. O segundo aumento dos preços da gasolina e do gasóleo em apenas seis semanas na China é a razão para o pessimismo.

O MSCI Ásia-Pacífico, excluindo o índice japonês, segue a recuar 0,5% para 442,89 pontos. Num dia em que as bolsas nipónicas estão encerradas para feriado, o Kospi, da Coreia do Sul, desceu 0,4%, enquanto que o S&P/ASX 200, da Austrália, recuou os mesmos 0,4%.

Na China, o Xangai Composite desvalorizou 0,9%, pressionado pela decisão de aumento dos preços dos combustíveis, com o objectivo de compensar a subida dos preços do crude no último mês. De acordo com a agência Bloomberg, o avanço dos preços será o maior em mais de dois anos.

Os receios dos investidores são os de que estas subidas venham a prejudicar o crescimento económico do país asiático, já que poderá danificar o consumo, que é contabilizado para medir a evolução da economia. As preocupações são intensas porque a nação, há semanas, já cortou as previsões de crescimento para 7,5% para este ano.

“Os maiores custos com a energia e a queda dos lucros podem dar consciência aos investidores de que a economia estará a abrandar ainda mais”, comentou à Bloomberg o gestor de fundos Dai Ming.

“As preocupações com um menor crescimento e com os riscos de inflação, devido ao aumento dos preços do petróleo, levaram a esta pausa. O que estamos a assistir neste momento é uma pausa para respirar porque as acções valorizaram-se demasiado rápido”, considerou à Associated Press Lorraine Tan, a directora de “research” das praças asiáticas da Standard & Poor’s.

As bolsas orientais não conseguiram, assim, seguir as valorizações de ontem do S&P 500, que voltou a renovar um máximo de Maio de 2008. O Nasdaq, por sua vez, continua a negociar em torno de níveis de 2000, quando a bolha tecnológica de então estava a perder fulgor.
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