Automóvel Trump agradece à Ford por ter cancelado fábrica no México. E promete não ficar por aqui

Trump agradece à Ford por ter cancelado fábrica no México. E promete não ficar por aqui

Depois de o fabricante norte-americano ter abandonado os planos para construir uma fábrica no país vizinho, investindo em alternativa nos EUA, o presidente eleito dos EUA - que tinha ameaçado com mais impostos - agradece a decisão e promete não ficar por aqui.
Trump agradece à Ford por ter cancelado fábrica no México. E promete não ficar por aqui
Reuters
Um dia depois de o construtor automóvel norte-americano ter cancelado os planos para a construção de uma fábrica no México, optando por investir nos EUA na sequência de avisos do presidente eleito, agora é a vez de Donald Trump vir agradecer à Ford pela decisão.

"Obrigado à Ford por desistir de uma nova fábrica no México e criar 700 novos empregos nos EUA. Isto é apenas o início - muito mais se segue," escreveu na sua conta de Twitter o presidente que toma posse dentro de 16 dias.


Donald Trump tinha atacado ontem directamente a indústria automóvel norte-americana - especificamente a General Motors - pela transferência de produção para fora dos EUA, ameaçando com maiores taxas alfandegárias a aplicar aos veículos produzidos no estrangeiro.

"A General Motors está a enviar Chevy Cruze para os concessionários através da fronteira e livres de impostos. Façam-nos nos EUA ou paguem mais taxas alfandegárias," defendia o magnata.
Em resposta, a companhia garantiu que o Chevrolet Cruze é produzido em Lordstown, Ohio, mas que o mesmo veículo, na versão de cinco portas, por ter fracas vendas nos Estado Unidos e destinar-se ao mercado global, é fabfricado no México.

Pouco tempo depois do aviso de Trump, outro fabricante - a Ford - anunciou a suspensão da construção de uma nova fábrica prevista para o México, um investimento de 1.600 milhões de dólares (cerca de 1.500 milhões de euros à cotação actual). Em alternativa, investirá 670 milhões de euros na criação de uma unidade de produção no estado norte-americano do Michigan para criar 700 empregos no desenvolvimento de automóveis autónomos e eléctricos.
À CNN, Mark Fields (CEO da Ford) considerou o investimento nos EUA como um "voto de confiança" no ambiente de negócios criado por Donald Trump e na economia norte-americana. Mas afastou que, na base da decisão, estivesse qualquer negociação prévia com Trump: "Não fizemos nenhum negócio com Trump. Fizemos o nosso negócio", assegurou Fields.

Durante a campanha para as presidenciais, Donald Trump tinha criticado a Ford por decidir investir no México, prometendo que iria aplicar uma taxa de imposto de 35% nos automóveis fabricados no México e vendidos nos EUA.



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