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Trump ameaça GM: ou produz nos EUA ou pagará "enormes impostos"

Uma vez mais via Twitter, o presidente eleito dos Estados Unidos notou que a General Motors está a enviar para território americano, sem pagar impostos, um modelo produzido no México. E ameaça que ou produz nos EUA ou pagará "enormes impostos aduaneiros".

Trumplandia: o país (des)encantado - A 20 de Janeiro, Donald Trump assumirá o cargo de presidente dos Estados Unidos da América e com ele virá uma nova onda de protestos. Bancos, ferro e empresas de segurança beneficiarão nos mercados nos primeiros meses da nova administração.
Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 03 de Janeiro de 2017 às 13:30
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Fiel ao discurso utilizado durante a campanha eleitoral, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu esta terça-feira, 3 de Janeiro, na defesa da ideia de que as grandes empresas americanas não devem continuar a utilizar a deslocalização como estratégia de maximização de lucros, caso contrário terão de pagar impostos aduaneiros mais altos.

 

Através da sua conta no Twitter, Donald Trump sustentou que o modelo Chevy Cruze da GM, que é produzido no México, é depois enviado para os vendedores de automóveis nos Estados Unidos sem que haja o pagamento de quaisquer impostos na fronteira.

Pelo que, avisa: "produzam nos EUA ou paguem enormes impostos aduaneiros", pode ler-se na publicação feita esta terça-feira no Twitter. Logo depois do aviso feito por Trump, os futuros da GM negociados antes da abertura de Wall Street caíram em torno de 1%. Na semana passada, num vídeo em que fazia um balanço dos feitos alcançados durante os oito anos enquanto presidente dos Estados Unidos, Barack Obama salientava precisamente a actual produção automóvel norte-americana, lembrando que depois de se falar na falência da GM hoje se registam níveis de produção recorde. 

 

Na senda da promessa de que conseguiria fazer com que várias empresas norte-americanas não deslocassem as suas unidades de produção para o exterior, Trump conseguiu recentemente chegar a acordo com a Carrier por forma a manter a fabricante de sistemas de ar-condicionado nos EUA, o que assegura a manutenção de cerca de mil postos de trabalho. Para o conseguir Trump comprometeu-se com a garantia de benefícios fiscais quantificados em 700 mil dólares.

 

Já esta terça-feira, a equipa de transição de Trump confirmou que o advogado Robert Lighthizer é o escolhido pelo futuro presidente para Representante de Comércio dos EUA, o que indicia que a próxima administração irá mesmo adoptar uma posição dura em relação à China.

 

"Ele possui grande experiência em assegurar acordos para proteger alguns dos mais importantes sectores da nossa economia", disse Trump em comunicado, acrescentando que Lighthizer "vai fazer um trabalho incrível a ajudar a reverter as políticas comerciais falhadas que tiraram prosperidade a tantos americanos". 

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