Mundo Trump sobe o tom na exigência do muro, mas não aciona estado de emergência

Trump sobe o tom na exigência do muro, mas não aciona estado de emergência

O presidente norte-americano falou aos cidadãos esta terça-feira à noite para atirar culpas ao Partido Democrata e exigir financiamento para o muro no orçamento. Contudo, Trump não avançou com o estado de emergência.
Trump sobe o tom na exigência do muro, mas não aciona estado de emergência
Reuters
Tiago Varzim 09 de janeiro de 2019 às 07:52
Donald Trump subiu o tom num discurso emitido em direto nos canais de televisão norte-americanos para exigir aos democratas que aprovem os 5,7 mil milhões de dólares para construir o muro na fronteira entre os EUA e o México, uma promessa sua da campanha presidencial. Contudo, o presidente norte-americano não declarou o estado de emergência através do qual teria fundos militares para construir o muro, tal como tinha sugerido anteriormente. 

A tentativa de recolher apoio público à sua ideia surge ao 18.º dia da paralisação parcial do Governo federal que continuará até que o Congresso e a Casa Branca firmem um acordo sobre o orçamento. No primeiro discurso a partir da Casa Branca do seu mandato a ser emitido na televisão em horário nobre, Trump disse que a construção do muro é uma questão de segurança e de crise humanitária. 

Em causa estão, segundo o presidente norte-americano, os imigrantes ilegais e as drogas que passam na fronteira sul com o México. "Quanto mais sangue tem de ser derramado até que o Congresso faça o seu trabalho?", questionou Donald Trump, referindo detalhes de homicídios que alegadamente terão sido cometidos por imigrantes ilegais. 

Porém, o líder da Casa Branca não foi tão longe quanto tinha sugerido nos últimos dias uma vez que não declarou o estado de emergência para contornar o problema e obter o financiamento. Trump continua a procurar uma solução junto do Congresso, mas o seu discurso não foi bem recebido pelos democratas. 

A nova líder parlamentar do Partido Democrata na câmara baixa do Congresso atacou o presidente por este ter escolhido o "medo". "Queremos começar com os factos", reagiu Nancy Pelosi, criticando Trump por espalhar desinformação e por estar a paralisar vários serviços públicos que servem os norte-americanos.

Esta quinta-feira Donald Trump voltará a aparecer em público em defesa do muro numa visita à fronteira entre os EUA e o México. Neste momento, segundo uma sondagem da Reuters, a maior parte dos norte-americanos (51%) culpa o presidente pela paralisação parcial do Governo federal ao passo que 32% aponta o dedo aos democratas.



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