Mundo Trump sugere sanções à Turquia para forçar recuo na Síria

Trump sugere sanções à Turquia para forçar recuo na Síria

Depois de ter deixado o caminho aberto à Turquia para atacar as forças curdas no norte da Síria, Donald Trump condena a ação dos turcos e sugere que estes sejam penalizados através de sanções.
Trump sugere sanções à Turquia para forçar recuo na Síria
Reuters
Ana Batalha Oliveira 10 de outubro de 2019 às 15:55

O presidente norte-americano, Donald Trump, defende que a Turquia deve ser pressionada financeiramente e através de sanções de forma a recuar na ofensiva sobre as forças curdas no norte da Síria. Um conflito que emergiu após o presidente dos Estados Unidos ter ordenado a retirada das forças norte-americanas de território sírio. 

"A Turquia é um membro da NATO. (...) Eu digo para atingir a Turquia muito duramente ao nível financeiro e com sanções caso eles não cumpram as regras!", lê-se na conta Twitter do líder da Casa Branca. Trump vê as sanções como alternativa ao envio de soldados americanos para a região, e diz estar a dialogar com as partes envolvidas de forma a terminar esta que considera uma "guerra interminável".

Esta posição é consistente com as suas próprias declarações do dia anterior, nas quais considerou que o movimento militar contra os curdos foi "uma má ideia" da parte de Ancara. "Esta manhã, a Turquia, membro da NATO invadiu a Síria. Os Estados Unidos não apoiam este ataque e deixaram claro à Turquia que esta operação foi uma má ideia", escreveu Donald Trump num comunicado.

 

Contudo, foi o próprio presidente Trump a estender o tapete a Erdogan para avançar com uma investida na Síria, depois de, este domingo, ter anunciado que não se iria opor a uma operação turca contra os curdos e que iria mesmo retirar as forças americanas de várias zonas da Síria. Até agora, as forças curdas e os norte-americanos trabalhavam como aliados no combate ao Daesh, o autoproclamado Estado Islâmico. 

 

A Turquia iniciou esta quarta-feira uma ofensiva terrestre que penetrou pelo norte da Síria e teve como alvo uma organização armada curda, a Unidades de Proteção Popular (YPG), um grupo considerado terrorista pela Turquia tendo em conta as alegadas ligações com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que defende a autonomia curda em território turco.

 

Um dos objetivos avançados por Ancara para justificar a investida na Síria foi criar uma "zona segura" para onde pudessem ser transferidos os 3,6 milhões de refugiados sírios. Face à consternação da comunidade internacional, Erdogan já veio ameaçar redirecionar estes milhões de refugiados para a Europa.




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