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UE adia para quarta-feira decisão sobre aplicação de novas sanções à Rússia

A União Europeia (UE) vai decidir na quarta-feira sobre a aplicação ou suspensão das novas sanções económicas aprovadas contra a Rússia, indicou hoje a Comissão Europeia.

Reuters
Lusa 09 de Setembro de 2014 às 20:02
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"Os Estados-membros vão de novo abordar a questão para decidir as próximas etapas", disse Maja Kocijancic, porta-voz do serviço diplomático da UE. Os 28 embaixadores da União deverão analisar um documento elaborado pelo serviço diplomático sobre a evolução no terreno do cessar-fogo firmado na sexta-feira entre Kiev e os rebeldes pró-russos.

 

De acordo com fonte europeia citada pela agência noticiosa AFP, o "procedimento normal" implicaria a aplicação das novas sanções, após a sua aprovação formal na segunda-feira. No entanto, os Estados-membros - em particular os que receiam os efeitos das sanções nas suas economias - consideram-nas inoportunas após o anúncio do cessar-fogo e poderão adiar ou suspender a decisão.

 

A mesma fonte admitiu ainda que, nesse caso, será necessário um novo "procedimento formal" entre as capitais.

 

Um outro responsável europeu disse que a Áustria, Suécia, Chipre e Alemanha foram alguns dos países que se opuseram à aplicação imediata das sanções. "Atendendo à situação no terreno, a UE está preparada para rever, na sua totalidade ou parcialmente, as sanções aprovadas", indicou na segunda-feira após a reunião o presidente do Conselho europeu, Herman Van Rompuy.

 

No imediato, "o cessar-fogo parece estar a ser cumprido, com alguns incidentes", sublinhou Kocijancic.

 

Pelo contrário, o embaixador da Ucrânia junto da UE, Kostiantyn Yelisieiev, exortou os parceiros europeus "a aplicarem sem qualquer atraso a importante decisão", de acordo com a mensagem divulgada na página da Missão ucraniana na internet.

 

"Estão os governos que se opõem às sanções reforçadas contra a Rússia dispostos a assumir a responsabilidade da reconstrução da Cortina de ferro?", sustentou por seu turno no Twitter a eurodeputada conservadora Viviane Reding, ex-vice-presidente da Comissão, assegurando que a UE "fala a uma só voz".

 

O pacote de novas sanções aprovado na segunda-feira prevê designadamente a restrição do acesso aos mercados de capitais para as grandes companhias petrolíferas e de Defesa russas. Os detalhes da medida apenas serão divulgados caso as sanções comecem a ser aplicadas.

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