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Vários membros da Reserva Federal dos EUA querem mais apoio financeiro em 2013

Com o fim da actual operação de compra de obrigações nos Estados Unidos, no final do ano, alguns dos responsáveis da Fed não querem que terminem, também, as medidas de flexibilização quantitativa.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 14 de Novembro de 2012 às 19:39
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Há vários membros da Reserva Federal, o banco central dos Estados Unidos, a considerarem que é necessário continuar a ajudar a economia norte-americana no próximo ano com novas compras de obrigações.

Até ao final do ano, está em vigor a Operação Twist, em que a Fed se comprometeu a vender títulos de dívida de curto prazo em troca de títulos de longo prazo, com o intuito de diminuir os custos de financiamento do país.

“Um número de participantes considerou que seriam apropriadas compras adicionais de activos no próximo ano, depois da conclusão do programa de prolongamento de maturidades, de modo a alcançar uma melhoria substancial no mercado laboral”, aponta a minuta da reunião do Comité de Operações do Mercado Aberto (FOMC, na sigla inglesa), que ocorreu a 23 e 24 de Outubro.

Na reunião do mês passado, a Fed optou por manter as compras de obrigações no valor de 40 mil milhões de dólares mensais – o chamado QE3 (o terceiro grande programa de flexibilização quantitativa). Do encontro saiu ainda a decisão de continuar com taxas de juro próximas de zero, algo que se anunciou ser expectável até 2015.

Apenas um dos 12 presidentes das Fed regionais votou contra a decisão de manter a compra de obrigações, “de forma a impulsionar uma recuperação económica mais forte num contexto de estabilidade dos preços”. O presidente de Richmond, Jeffrey Lacker, tem votado sempre contra estas aquisições adicionais de títulos de dívida. Contudo, nesta minuta não são identificados os nomes dos votos dos governadores.

Alguns dos membros da Fed consideram que um período alargado de compras de obrigações poderá conduzir a um risco de subida da inflação.

Em relação à economia, as minutas indicam que os membros da Fed consideram que a “actividade económica continuou a expandir-se a um ritmo moderado”. “O emprego tem crescido de modo lento e a taxa de desemprego permanece elevada”, continua o documento.

(Notícia actualizada às 19h53)

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