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Voluntários que combateram o ébola são as personalidades do ano da Time

“Eles arriscaram e persistiram, sacrificaram e salvaram”. É desta forma que a editora da revista Time, Nancy Gibbs, justifica a escolha dos voluntários que combateram o ébola para personalidade do ano 2014.

Reuters
Negócios 10 de Dezembro de 2014 às 15:51
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"Não é a arma reluzente que faz a luta, diz o provérbio, mas o coração do herói. Talvez isto seja verdade em qualquer batalha; mas é certamente verdade numa guerra que é travada com desinfectantes e uma oração", prossegue o artigo publicado esta quarta-feira, 10 de Dezembro.

 

A publicação recorda que, durante décadas, o ébola assombrou aldeias africanas como um monstro mítico que, de tempos a tempos, exige um sacrifício humano para logo voltar para a sua caverna. No entanto, 2014 foi o ano em que o surto se transformou numa epidemia, alimentada pelo próprio progresso que pavimentou estradas e cidades, e tirou milhões de pessoas da pobreza. "Desta vez atingiu favelas lotadas na Libéria, Guiné e Serra Leoa; viajou para a Nigéria e Mali, Espanha, Alemanha e Estados Unidos", acrescenta a revista. "O que nos leva ao coração do herói".

 

Segundo a Time, não havia muito a fazer para impedir que a doença se espalhasse, porque os governos "não estavam preparados" e a Organização Mundial de Saúde "estava em negação". Contudo, os voluntários no terreno "lutaram lado a lado" com os médicos e enfermeiros locais. Para a editora da Times, "este foi um teste à capacidade do mundo para responder a possíveis pandemias, e não resultou bem". Expôs a corrupção em governos africanos, juntamente com a complacência nas capitais ocidentais", continua.

 

"O ébola é uma guerra e um aviso. O sistema de saúde global não é forte o suficiente para nos manter a salvo de doenças infecciosas, e ‘nós’ significa toda a gente, não apenas os que vivem em lugares distantes onde esta é apenas uma das muitas ameaças que ceifam vidas todos os dias", escreve a publicação. "O resto do mundo pode dormir à noite porque há um grupo de homens e mulheres que que estão dispostos a ficar e a lutar. Pelos actos incansáveis de coragem e de misericórdia, por terem comprado tempo para que o mundo aumente as suas defesas, por arriscarem, por persistirem, por sacrificarem e salvarem, os voluntários que combateram o ébola são as personalidades do ano para a revista Time".

 

A lista final de oito nomeados para personalidade do ano incluía o presidente russo Vladimir Putin, o líder curdo Masoud Barzani, o fundador da Alibaba, Jack Ma, e os manifestantes de Ferguson.

 

Em 2013, a Time elegeu o Papa Francisco e, no ano anterior, Barack Obama.

 

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