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Wall Street cede aos nervos com crise da Zona Euro

As bolsas norte-americanas encerraram em baixa, pressionadas pelos receios em torno da crise da dívida, a poucos dias da cimeira europeia, bem como pelos resultados decepcionantes da Apple.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 19 de Outubro de 2011 às 21:09
As praças bolsistas dos EUA fecharam a sessão no vermelho. A penalizar estiveram os lucros abaixo do esperado da Apple e uma divisão entre a Alemanha e França relativamente às propostas de alavancagem do fundo de resgate da Zona Euro.

Os investidores continuam expectantes, à espera de verem o que sairá da cimeira do próximo domingo. Isto enquanto decorre, esta noite em Frankfurt, uma reunião de alto nível - com responsáveis da Alemanha, França, BCE, FMI, União Europeia e Comissão - para preparar o Conselho Europeu de 23 de Outubro.

O dado relativo ao arranque de novas construções em Setembro nos EUA foi superior ao previsto, mas não foi suficiente para mudar a tendência pessimista da bolsa.

O índice industrial Dow Jones terminou a perder 0,63%, fixando-se nos 11.504,62 pontos, enquanto o índice tecnológico Nasdaq recuou 2,01% a negociar nos 2.604,04 pontos.

O S&P 500, por seu lado, cedeu 1,26% para se estabelecer nos 1.209,88 pontos.

A reunião que está a decorrer em Frankfurt visa tentar atenuar as divisões entre os líderes europeus antes da cimeira de domingo. A Alemanha e França estão divididas quanto ao papel que deverá ter o BCE na promoção do fundo de resgate da Zona Euro (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, FEEF), numa altura em que os bancos fazem lobby contra recapitalizações forçadas e maiores “haircuts” sobre a dívida grega.

Recorde-se que a possibilidade de a Grécia precisar de mais dinheiro do que o previsto levou alguns países da Zona Euro a pedir uma maior contribuição do sector privado nos esforços de resgate daquele país. E como? Aceitando perdas (o chamado “haircut”) sobre a dívida grega numa percentagem superior aos 21% que foram definidos na cimeira europeia de 21 de Julho.

A Apple perdeu em torno de 5%, penalizada pelos lucros abaixo das previsões dos analistas pela primeira vez em pelo menos seis anos.

Em contrapartida, a Intel avançou, depois de prever vendas acima do esperado pelos analistas.

O sector financeiro registou perdas, na sua generalidade, devido às incertezas em torno da crise da dívida europeia.

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