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Zuma demite-se da presidência da África do Sul

Jacob Zuma diz que “não está acima da reprovação” e que respeita a Constituição.

Em 2018, após uma surpreendente sucessão de acontecimentos, vai registar-se em toda a África subsaariana uma vaga de transição democrática. A forçada demissão do há muito presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, no final de 2017, desencadeia uma onda de mudanças políticas noutros países africanos. Jacob Zuma, presidente da África do Sul, é forçado a sair do poder, e Joseph Kabila no Congo enfrenta manifestações sem precedentes que o levam a fugir do país. Mas a África do Sul será a grande vencedora, com um forte crescimento económico.
reuters
Negócios jng@negocios.pt 14 de Fevereiro de 2018 às 21:12
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Jacob Zuma demitiu-se de presidente da África do Sul esta quarta-feira, 14 de Fevereiro, depois de ter estado sob forte pressão para abandonar o cargo. A notícia está a ser avançada pela imprensa internacional.

 

Zuma diz que "não está acima da reprovação", revela a Bloomberg, acrescentando que respeita a Constituição do país. O anúncio foi feito numa declaração televisiva, num discurso que durou meia hora.

 

O político de 75 anos diz discordar da forma como o Congresso Nacional Africano  (CNA) o empurrou para uma saída antecipada.

"Decidi demitir-me do cargo de presidente da República com efeitos imediatos, apesar de discordar da direcção do meu partido", afirmou Zuma, numa declaração transmitida pela televisão.

 

A declaração foi feita horas depois de, numa entrevista, Zuma ter recusado ceder à exigência do partido, que na segunda-feira lhe deu 48 horas para se demitir, e afirmado que aceitaria contudo a decisão do Parlamento, que tem previsto votar na quinta-feira uma moção de censura.

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