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Banca portuguesa continua a ter 31 mil milhões emprestados do BCE em julho

O banco central emprestou a mesma quantia em julho, do que em junho, aos bancos portugueses. O valor é o mais alto desde dezembro de 2014.

Christine Lagarde garante que usará a totalidade dos 1,35 biliões de euros do programa.
EPA
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 11 de Agosto de 2020 às 12:47
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O Banco Central Europeu (BCE) acumulou 31,561 mil milhões de euros em empréstimos à banca portuguesa em julho deste ano, mantendo-se a quantia inalterada face ao mês anterior, de acordo com os dados do Banco de Portugal divulgados nesta terça-feira.

Assim, a liquidez cedida mantém-se em máximos desde dezembro de 2014, com os bancos em Portugal a continuarem a beneficiar do ambiente de taxas de juro negativas por parte da instituição liderada por Christine Lagarde para manter o nível de financiamento elevado.

A atual taxa de juro de -0,5% definida pelo BCE nos empréstimos aos bancos - que pode eventualmente baixar para -1%, caso os bancos cumpram determinados objetivos - significa que a entidade europeia está a pagar aos bancos para emprestarem este dinheiro, que terá como destinatário final as empresas e famílias portuguesas. 



Todo este montante divulgado agora pelo Banco de Portugal diz respeito ao programa de operações de refinanciamento de prazo alargado (TLTRO III, na sigla em inglês).

Em julho do ano passado, o BCE tinha 18,674 mil milhões de euros emprestados à banca portuguesa, menos quase 13 mil milhões de euros face aos números atuais. 

No final de 2012, com o plano de resgate financeiro a Portugal em curso, esse montante chegou a ser de 60 mil milhões. Na altura o financiamento da banca portuguesa estava quase totalmente dependente do BCE, um cenário bem diferente do que se verifica atualmente.

Do total de 1,3 biliões que chegaram aos cofres dos bancos europeus, 760 mil milhões de euros deverão ser usados para reembolsar empréstimos que estão a chegar à maturidade. E de acordo com o Financial Times, a restante quantia (549 mil milhões) deverá ser dedicada à compra de obrigações emitidas pelos governos.

Ontem, o BCE mostrou que está a descalerar o volume de compras semanais à luz do Programa de Compra de Emergência Pandémica (PEPP) para o mínino desde a criação deste programa. Na semana passada adquiriu "apenas" 13,8 mil milhões de euros em ativos.

Com mais este acréscimo à sua carteira de ativos dos países da União Europeia, o BCE acumula agora um total de 453,870 mil milhões de dívida dos 27 Estados-membros da União Europeia. A bazuca tem uma carga máxima de 1,35 biliões de euros e Christine Lagarde, a presidente da instituição, garantiu que não iam sobrar notas neste envelope desenhado para combater o impacto económico da pandemia. 
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