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Banco de Inglaterra não adia venda de obrigações

O Financial Times revelou esta terça-feira que o Banco de Inglaterra ia adiar a venda de dívida, mas um porta-voz do banco central inglês descreveu como "incorreta" a informação.

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Diogo Mendo Fernandes diogofernandes@negocios.pt 18 de Outubro de 2022 às 10:56
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O Banco de Inglaterra (BoE) negou o adiamento da venda de obrigações do tesouro britânico. Isto depois de o Financial Times ter avançado que essa proposta estaria em cima da mesa, na manhã desta terça-feira, e que por isso, o leilão deveria ocorrer para além da data anteriormente planeada, 31 de outubro. 

De acordo com um documento escrito por um porta-voz do banco central a que a Bloomberg teve acesso, é indicado que a notícia é "incorreta".

O Banco de Inglaterra tem cerca de 840 mil milhões de libras em dívida britânica, valor que cresceu durante mais de uma década para estimular a economia numa altura de uma crise financeira e de pandemia.

A autoridade monetária liderada por Andrew Bailey já tinha adiado a venda de obrigações devido à agitação gerada nos mercados pelo plano orçamental anunciado por Kwasi Kwarteng, ministro das Finanças da altura.

Em reação a esta correção do BoE, os juros da dívida britânica que se encontravam em queda, mudaram a rota a seguem a agravar. 

A "yield" da dívida a 10 anos agrava-se 7,1 pontos base para 4,115%, voltando a subir acima da fasquia dos 4%. Já os juros da dívida a 30 anos, que têm sido dos mais pressionados e alvo de intervenção do BoE, sobem 4,9 pontos base para 4,409%.

A libra que registava ganhos face ao dólar regista agora uma queda de 0,46% para 1,1306 dólares e em relação à moeda única mergulha 0,53% para 1,1481 euros.
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