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Banco de Inglaterra admite voltar a intervir

A autoridade monetária reconhece que as consequências económicas do Brexit não se revelaram tão dramáticas quanto o antecipado, mas, ainda assim, serão necessários mais estímulos monetários para evitar uma recessão.

Minouche Shafik, vice-governadora do Banco de Inglaterra, com os pelouros da Banca e dos Mercados.
Negócios 28 de Setembro de 2016 às 09:53
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O Brexit não terá efeitos tão súbitos nem profundos na actividade económica como se temia pelo que, os sinais de alarme, que no Banco de Inglaterra estavam accionados no vermelho, passaram agora para o amarelo. Ainda assim, serão necessários mais estímulos monetários para garantir que o abrandamento económico não se transforma numa recessão, admitiu Minouche Shafik, membro do conselho de governadores do Banco de Inglaterra.

Numa intervenção realizada durante uma conferência da Bloomberg em Londres, Shafik explicou que, em Agosto, quando o banco central decidiu cortar a taxa de juro para 0,25%, as perspectivas sobre o impacto económico do Brexit oscilavam entre o amarelo carregado e o vermelho. Contudo, "desde então, os dados mostraram-se mais positivos do que o esperado, e os sinais de alarme ficaram um pouco menos vermelhos e um pouco mais amarelos".

Apesar de os receios serem agora menores, o Banco de Inglaterra continua a admitir continuar a intervir no mercado monetário. "Parece-me provável que sejam necessários novos estímulos para ajudar a garantir que um abrandamento da actividade económica não se transforme em algo mais pernicioso", admitiu durante a conferência, citada pela Bloomberg.

O momento desse estímulo não está definido – dependerá da evolução dos dados nas próximas semanas e meses – nem tão pouco o tipo de estímulo monetário foi revelado. Shafik alertou, contudo, que "a política monetária é apenas uma parte da resposta necessária para ajudar ao ajustamento económico do Brexit, uma transição que poderá ser dolorosa". São precisos, em complemento, ajustamentos orçamentais e estruturais do governo e coordenação política internacional.

 

Minouche Shafik segue, assim, a mensagem oficial do Banco de Inglaterra, que em Agosto, depois de depois de ter decidido cortar a sua taxa de juro de referência pela primeira vez desde 2009, deixou em aberto a possibilidade de vir a proceder a novas reduções. Nessa altura, além da redução dos juros em 25 pontos base, para o mínimo histórico de 0,25%, a autoridade liderada por Mark Carney anunciou ainda a compra de 10 mil milhões de libras de dívida de empresas nos próximos 18 meses, o aumento das compras de dívida pública em 60 mil milhões de libras para um total de 435 mil milhões, e medidas para mitigar o impacto dos juros baixos nos bancos. 

 

Sarkozy quer dar segunda oportunidade aos ingleses

Entretanto, na frente política, Nicholas Sarkozy, que quer voltar a ocupar o Eliseu no próximo ano, garante que, se ganhar as próximas eleições francesas, se empenhará em garantir que o Brexit possa ser desfeito.

 

Durante um encontro com empresários, Sarkozy diz que não é aceitável que a Europa perca a sua segunda maior economia enquanto está a negociar a adesão da Turquia. Por isso, diria aos britânicos: "Vocês saíram, mas nós temos um novo tratado em cima da mesa, por isso têm uma oportunidade para votarem de novo", resume o Financial Times

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