Política Monetária BCE disposto a ativar bazuca desenhada por Draghi em 2012

BCE disposto a ativar bazuca desenhada por Draghi em 2012

O Banco Central Europeu (BCE) está recetivo a ativar o instrumento mais potente de compra de dívida soberana.
BCE disposto a ativar bazuca desenhada por Draghi em 2012
Neil Hall/EPA
Negócios com Bloomberg 25 de março de 2020 às 16:52

O Banco Central Europeu (BCE) está aberto a ativar o instrumento mais potente de compra de dívida soberana, as Transações Monetárias Definitivas (OMT, na sigla em inglês), para apoiar a economia europeia face à crise causada pela pandemia de covid-19, noticia a Bloomberg esta quarta-feira.

 

A instituição liderada por Christine Lagarde admite a utilização do programa de OMT, desenhado por Mario Draghi em 2012, assim que os governos dos Estados-membros desenhem os planos necessários, refere a agência de informação financeira citando fontes conhecedoras.

 

Apesar de o programa de OMT apenas ter sido referido brevemente na reunião de emergência do Conselho de Governadores do BCE da semana passada, é evidente que a sua utilização conta com um apoio alargado, indicam as mesmas fontes.

 

As OMT foram desenhadas em 2012 após o então presidente do BCE Mario Draghi ter prometido fazer "o que fosse necessário (whatever it takes)" para salvar a moeda única durante a crise da dívida soberana. Este instrumento permite ao BCE comprar quantidades quase ilimitadas de dívida soberana dos países da Zona Euro, fazendo baixar as yields.

 

O programa nunca foi usado e enfrentou resistência da parte do Bundesbank, com o banco central alemão a manifestar preocupação de que o mecanismo pudesse violar as leis comunitárias contra o financiamento monetário dos governos.

 

Contudo, face à natureza do atual choque, é esperado que o Bundesbank deixe de se opor ao recurso às OMT.

 

No entanto, antes que o BCE possa lançar o programa é necessário que os diversos governos assegurem alguma forma de assistência por parte do Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE), algo que o governador do banco central francês, François Villeroy de Galhau, já apelou que seja feito.

 

A assistência do MEE normalmente requer que os governos se comprometam a realizar reformas, algo que poderá travar alguns países.




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