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BCE está a tomar decisões políticas? “A resposta é um não enfático”, diz Draghi

Presidente da autoridade monetária recusa que a instituição esteja a tomar medidas políticas na crise europeia.

Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 04 de Abril de 2013 às 17:17

O imenso poder do BCE na gestão da crise da Zona Euro não passa despercebido e ganhou um dos episódios mais evidentes na crise cipriota. Mario Draghi foi questionado sobre se está a ocupar um espaço que é dos políticos. De forma alguma, respondeu o presidente.

 

No primeiro plano de resgate cipriota, o BCE ameaçou o Presidente de Chipre de fechar os empréstimos de emergência (ELA) aos seus bancos caso não se empenhasse no acordo, o qual acabou por ser conseguido no primeiro fim de semana. No plano de resgate reformulado, acertado na semana seguinte (o que deixou de fora os depositantes abaixo de 100 mil euros), foi também o BCE que forçou ao entendimento, tornando tornado publico que fecharia a torneira de emergência se não houvesse acordo.

 

Perante este poder, que muito consideram ser único no mundo como escreveu hoje o Negócios, evidenciando a capacidade do BCE de decidir o que é importante e quando é importante, Draghi foi questionado sobre se está a ocupar um papel dos políticos. “A resposta é um não enfático”, disse, continuando: “no caso em questão, actuámos dentro no nosso mandato”.

 

O presidente do BCE defendeu que os empréstimos de emergência “só podem ser estendidos a bancos viáveis e solventes” e que “na falta de um acordo “estes bancos não seriam solventes”. “Se não tivessemos actuado assim é que estaríamos a adoptar uma posição política”, disse.

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