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BCE mais cauteloso vê Zona Euro a crescer um pouco menos

"Manutenção da confiança, com cautela crescente" - é assim que Mario Draghi resume a avaliação do Banco Central Europeu da actual situação económica da Zona Euro. Projecções para a união monetária revistas em baixa.

Margarida Peixoto margaridapeixoto@negocios.pt 13 de Dezembro de 2018 às 13:58
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Os peritos do Banco Central Europeu reviram em ligeira baixa as projecções de crescimento para a Zona Euro, revelou Mario Draghi, presidente do BCE, esta quinta-feira, 13 de Dezembro. O PIB do conjunto da moeda única deverá crescer 1,9% este ano, abrandando para 1,7% em 2019.

Face às projecções de Setembro, houve uma revisão em baixa de uma décima, para os dois anos. 

Para 2020, o BCE mantém a projecção de crescimento de 1,7%, adiantando agora que para 2021 o ritmo de aumento do PIB vai continuar inalterado, em 1,7%.

Mario Draghi, presidente do BCE, explicou qual foi a avaliação que os banqueiros centrais fizeram, na reunião de política monetária que decorreu esta manhã, sobre o actual momento da economia do euro: "Manutenção da confiança, com cautela crescente." 

Ou seja, os banqueiros centrais continuam a considerar que o crescimento está robusto e não alteraram a sua análise de riscos para o crescimento: consideram que as probabilidades de a economia crescer mais são as mesmas de crescer menos. Daí que se mostrem "confiantes". Contudo, a cautela está a aumentar. "Os dados mais recentes têm sido mais fracos do que o esperado," admitiu Mario Draghi, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião.

O presidente do BCE explicou que alguns dos factores que justificaram a redução do ritmo de crescimento dos anteriores 0,4% em termos homólogos, para os 0,2% registados no terceiro trimestre deste ano "deverão recuar", isto é, dizem respeito a factores temporários de alguns países. Mas outros poderão manter-se e os dados podem "sugerir um ciclo de crescimento mais lento", admitiu Draghi.

Um dos factores que está a prejudicar o crescimento, porque aumenta os níveis de incerteza, são as tensões proteccionistas, reconheceu Draghi. Apesar de haver alguns sinais que permitiram recentemente aliviar essas tensões, Draghi sublinhou que no comércio internacional as mudanças têm sido constantes, frequentemente ao sabor dos "estados de alma", o que "não é bom".

Também o Brexit foi referido por Draghi como sendo uma das maiores fontes de incerteza, que interfere com as decisões dos agentes económicos. "Claro que tem impacto", disse Draghi.

Sobre o modo de funcionamento do programa de compra de activos a partir de 2019, Draghi adiantou ainda que os reinvestimentos serão feitos, por regra, dentro da mesma jurisdição. Contudo, haverá flexibilidade para ir ajustando a dívida comprada à quota correspondente a cada país, de acordo com a sua chave de capital.

(Notícia actualizada às 14h57)
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