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BCE reduz compras de ativos para mínimos desde o início da pandemia

O banco central está a desacelerar o volume de compras de ativos dos países da União Europeia para mínimos, desde que o programa pandémico foi criado. Ainda sobram 896 mil milhões do envelope.

EPA
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 10 de Agosto de 2020 às 16:35
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O Banco Central Europeu (BCE) reduziu o volume de compras de ativos semanais à luz do Programa de Compra de Emergência Pandémica (PEPP) para o mínino desde a criação deste programa. Na semana passada adquiriu "apenas" 13,8 mil milhões de euros em ativos.

Com mais este acréscimo à sua carteira de ativos dos países da União Europeia, o BCE acumula agora um total de 453,870 mil milhões de dívida dos 27 Estados-membros da União Europeia. A bazuca tem uma carga máxima de 1,35 biliões de euros e Christine Lagarde, a presidente da instituição, garantiu que não iam sobrar notas neste envelope desenhado para combater o impacto económico da pandemia. 

Na semana terminada a 31 de julho, o banco central já tinha registado um mínimo no volume de compras, com 17,476 mil milhões adquiridos. O máximo foi atingido na semana de 8 de maio, com a compra de 34,097 mil milhões de euros em dívida soberana europeia. 



Na última reunião de política monetária, Lagarde optou por não aumentar o montante deste programa, mas antes esperar pela próxima reunião de política monetária de setembro para medir o pulso real da recuperação que os páises da região estavam a atingir. 

Na última reunião de política monetária de junho, Lagarde tinha anunciado um reforço de 600 milhões de euros do PEPP para os 1,35 biliões de euros, e alargou a duração da sua atuação. Mas de acordo com os cálculos do Negócios, se o banco central continuar a comprar dívida ao ritmo atual, o PEPP vai ficar sem munições até abril de 2021, antes da data prevista pelo banco.

As contas têm por base a média semanal de compras desde que o programa foi lançado, em março. Desde então, o BCE compra 23,8 mil milhões de ativos, em média, à luz deste programa pandémico. Sobram ainda cerca de 896 mil milhões de euros.
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