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BCE mantém juros em mínimo histórico a aguardar recuperação da economia

Mario Draghi deverá esta quinta-feira aliviar as expectativas sobre uma redução da taxa de juro de referência, que para já continua em 0,5%, o valor mais baixo de sempre.

Bloomberg
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O Banco Central Europeu decidiu manter a taxa de juro de referência da Zona Euro em 0,5%, o valor mais baixo de sempre, com a autoridade monetária a aguardar por mais dados económicos para avaliar se será necessário nova redução no preço do dinheiro.

 

Os economistas antevêem que Draghi mantenha a disponibilidade para agir se necessário, mas tente voltar as atenções para os líderes europeus e para a cimeira do final do mês.

 

Antes do corte da taxa de juro anunciado em Maio, para o mínimo histórico de 0,5%, os dados económicos indicavam claramente uma deterioração das condições. "Isso tornou óbvio que existiria um corte", escreve Christian Shulz, economista do Berenberg. "No entanto, os últimos indicadores têm sido mais positivos, o que torna uma nova mexida muito improvável". O Berenberg e outros bancos de investimento acreditam que mais cortes na taxa de juro são possíveis, mas não para já.

 

Economistas ouvidos pela Bloomberg assinalam que Draghi deverá baixar as expectativas sobre novo corte de juros, que colocaria a taxa dos depósitos em terreno negativo, citando os dados mais recentes da economia europeia, como a recuperação da confiança dos consumidores.

 

Na reunião de Maio o presidente do BCE tinha assinalado que a autoridade monetária estava pronta para reduzir os juros da Zona Euro. Contudo, entre os 59 bancos contactados pela Bloomberg, apenas dois esperavam uma descida de juros já este mês.

 

O PIB da Zona Euro recuou 0,2% no primeiro trimestre deste ano, face aos três meses anteriores, no sexto trimestre consecutivo em queda.  

 

Na conferência de imprensa desta quinta-feira, às 13h30 (hora de Lisboa) "Mario Draghi deverá manter o tom acomodatício das últimas intervenções, mas não irá apresentar quaisquer medidas relevantes, depois do corte de taxas anunciado no último mês", afirma Christian Shulz. "Ao invés, o BCE deverá orientar as atenções para a Cimeira Europeia do final do mês, esperando que surjam aí novas iniciativas para apoiar os países da periferia". Além disso, Christian Shulz espera que "na cimeira sejam também realizados progressos noutro tema da maior importância para o BCE: a união bancária".

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