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BCE mantém taxas de juro inalteradas

Depois da redução das taxas para mínimos históricos em Setembro, com o objectivo de aumentar a liquidez nos mercados, a autoridade monetária decidiu manter as taxas durante o mês de Outubro.

André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 02 de Outubro de 2014 às 13:18

O Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juro inalteradas durante o mês de Outubro. A decisão foi anunciada esta quinta-feira, 2 de Outubro, pela autoridade monetária e vai ao encontro às estimativas dos 33 analistas consultados pela Bloomberg.

 

Na última reunião, em Setembro, o BCE reduziu as taxas de juro para mínimos históricos. A taxa de juro directora passou dos 0,15% para 0,05%, permitindo assim aos bancos europeus comprarem dinheiro mais barato ao BCE. A redução teve o objectivo de injectar dinheiro no mercado para estimular a economia.

 

A taxa de juro sobre os depósitos também caiu para os -0,20%, com os bancos a terem agora de pagar para depositar dinheiro nos cofres do BCE. Isto evita que os bancos estacionem o dinheiro no banco central.

 

Também a taxa da facilidade permanente de cedência de liquidez foi reduzida para 0,30%, sendo este o juro cobrado aos bancos quando são concedidos empréstimos diários.

 

Os mercados estão agora à espera das palavras de Mario Draghi na conferência de imprensa às 13h30 que vai ter hoje lugar em Napóles, Itália.

 

Quatro perguntas para Mario Draghi

 

Os mercados estão agora à espera das palavras de Mario Draghi na conferência de imprensa às 13h30 que vai ter hoje lugar em Napóles, Itália.


Primeiro, porque é que a inflação continua em queda? Vão ser necessárias mais medidas de estímulo? O indíce de preços no consumidor voltou a abrandar em Setembro e está agora nos 0,3%. As tensões geopolíticas e a queda no preço da alimentação e energia tem sido apontados por Draghi, mas os dados demonstram que a taxa já está no seu nível mais baixo em mais de quatro anos.

 

Segundo, os mercados vão querer saber se o BCE já notam alguns efeitos das reduções das taxas de juro em Junho e Setembro e do programa TLTRO em Setembro. Este programa de injecção de liquidez tem como objectivo emprestar dinheiro a um baixo juro durante quatro anos aos bancos da Zona Euro.

 

Na primeira fase, foram concedidos empréstimos no valor de 82,6 mil milhões de euros, um valor abaixo dos 174 mil milhões de euros esperados pelos analistas da Bloomberg. O BCE tem um total de 400 mil milhões de euros para esperar aos bancos, com a segunda fase a ter lugar agora em Dezembro.


Terceiro, como é que se vão processar o programa de compra de activos anunciado em Setembro (programas ABS e covered bonds)? A duração dos programas, assim como qual o valor que o BCE pretende gastar são questões relevantes. Poderá o BCE avançar para a compra de activos públicos (quantitative easing), além dos privados, tal como nos Estados Unidos?


Por último, como é que estão a decorrer os testes de stress do BCE? Os resultados vão ser conhecidos no final de Outubro e marca o final de um processo de nove meses, em que a saúde dos maiores bancos europeus, incluindo os portugueses, foi auscultada.

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