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BCE não fecha a porta a mais medidas, mas prefere esperar

A instiutição monetária da Zona Euro considera que é preciso aguardar para compreender os impactos que a China poderá ter na Zona Euro. Mas salienta que os indicadores têm de ser seguidos cuidadosamente, de modo a actuar se necessário.

Reuters
André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 08 de Outubro de 2015 às 13:39
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O conselho do Banco Central Europeu (BCE) prefere esperar para analisar os reais impactos que a turbulência da China e das matérias-primas terão na economia da Zona Euro. Mas os responsáveis pela política monetária da região não fecham a porta a mais medidas.

"Houve um acordo generalizado de que os riscos [à inflação] estão no sentido negativo, dado os mais baixos preços das matérias-primas, o euro mais forte e as previsões de crescimento um pouco mais baixas", revelam os relatos da mais recente reunião do conselho do BCE, realizada a 2 e 3 de Setembro. A instituição monetária reconhece "as novas fontes de incerteza", mas acrescenta que "não houve necessidade de actual na actual reunião".

Ainda assim, a instituição liderada por Mario Draghi (na foto), "foi muito importante que o conselho encontrasse o equilíbrio certo". "Por um lado, ao não retirar conclusões prematuras acerca do impacto duradouro dos últimos desenvolvimentos económicos e financeiros e, por outro, ao reconhecer que os riscos negativos claramente aumentaram", pode ler-se nos relatos.

"Foi enfatizado que a interpretação dos últimos desenvolvimentos na China foi muito desafiante e que mais tempo e análise eram necessários para compreender melhor estes desenvolvimentos e as suas implicações", consideraram os responsáveis do BCE. E acrescentaram que, "apesar de possível impacto do menor crescimento da China no crescimento da Zona Euro não deva ser sobrestimado, tinha que ser reconhecido que a China tem dado um importante ímpeto ao crescimento mundial nos últimos 20 anos".

"No global, foi considerado demasiado cedo para dizer se os recentes desenvolvimentos externos terão um efeito material na Zona Euro", aponta o documento. Mas os responsáveis concluem que "os riscos negativos claramente aumentaram e houve a necessidade de monitorizar cuidadosamente os desenvolvimentos e as políticas fora da Zona Euro". E voltaram a reiterar "a flexibilidade inerente à estrutura do programa de compra de activos, em termos de dimensão, composição e duração".

Bancos têm muito que melhorar

Numa análise ao crescimento do financiamento à economia, os responsáveis do BCE considera que deverá "continuar fraco". Algo que, apontam, está relacionado com o ajustamento ainda em curso nas empresas financeiras e não-financeiras.

"Neste contexto, foi feita referência ao rácio entre a cotação e o valor dos activos das instituições financeiras cotadas em bolsa, que continua baixo e recentemente voltou a cair", explicam os relatos da reunião de política monetária. Algo que, concluíram os responsáveis, "sugere que os ajustamento do sector bancário estão longe de concluídos".

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